Oracle traz boas expectativas aos parceiros

No primeiro dia do Oracle Open World, que acontece de 6 a 8 de dezembro, em São Paulo, dois pontos de mercado foram ressaltados. O primeiro foi direcionado pelo CEO da companhia, Mark Hurd, que acredita que a demanda por mobilidade e computação na nuvem vão marcar os próximos passos do mercado de TI. O outro ponto foi dado por Luiz Meisler, VP executivo para a América Latina, que afirmou que a Oracle vai triplicar o número de parceiros na região ? incluindo Brasil.
Tendo isso em mãos, o papo com os parceiros da Oracle foi focado na questão de oferta e ampliação da participação da empresa no mercado nacional. Para Daniel Huallem, diretor da paulista BExpert, especializada em soluções de CRM da Oracle, mobilidade é o principal mote de negócios para sua companhia, uma vez que a grande vazão de informações pela internet tende a explodir, e o controle da informação pode ser perdido. ?São milhares de celulares, smartphones, tablets, e todos os tipos de aparelhos que, conectados à rede, tem o poder de queimar uma marca ou aumentar sua relevância. Identificar, entender e oferecer suporte ao cliente, através da mobilidade, é mais que uma grande oportunidade de crescimento?, afirmou.
?A Oracle é uma empresa de vendas, então todo o discurso de canal e penetração de mercado vem muito de encontro com o momento atual?, ressaltou Daniel. A BExpert vai fechar 2011 faturando cerca de 12 milhões de reais, e as boas expectativas de negócios em 2012 refletem nas perspectivas de faturar 15 milhões no final do próximo ano. O diretor afirma que, nas atuais conjunturas de mercado, trabalhar com soluções CRM não são mais questões de grandes empresas, mas sim de todo o ciclo, desde as pequenas às gigantes, que entendem que os próximos passos do relacionamento com o cliente ?será realizado através de plataformas móveis?.
Entre os clientes da BExpert estão a Porto Seguro, Localiza e CVC, que usam o Oracle CRM On Demand, solução que é comercializada através de mensalidades de uso. O canal paulista está em expansão no mercado carioca, onde espera realizar grandes projetos através das soluções da fabricante americana.
E as conversas nos corredores eram favoráveis à Oracle. A também paulista Discover, especialista no desenvolvimento de aplicações em Java e na comercialização de soluções de middleware como BPM, SOA, webservices, BI e infraestrutura ? Exalytics e Exadata, também está contente com o foco de atuação da Oracle quanto a cloud computing. ?É um mercado que estará explodindo na questão de transferência e análise de conteúdo. Será o passo certo para que as empresas tenham grande disponibilidade de serviços, e os produtos da Oracle, como o Exadata, será uma ótima oferta de mercado?, afirmou Emerson Luiz Coelho, sócio diretor da Discover.
Quanto aos 9 mil produtos da Oracle, o executivo se diz ?bem honesto? ao futuro do portfólio da fabricante: ?É lógico que será enxugado, pois esse grande número foi conseguido através de aquisições, e elas vão começar a se integrar e fundir funcionalidades, o que é excelente no âmbito de oferta, pois dessa forma fica muito produto e pouca efetividade?, afirma. ?De 20% a 30% desse montante será unido em soluções únicas?.
Emerson pode afirmar isso com os pés nas costas. Há mais de 15 anos como parceiro da Oracle ? atualmente na categoria Platinum -, e 50% de sua receita vinda do trabalho em parceria com a fabricante, o executivo se mostra consciente do poder de oferta da Oracle e de seu ?poder de atratividade?. A receita estimada para este ano é de 20 milhões de reais, 20% maior do que no ano passado.
Finalizando o papo com o canal, Emerson afirmou que a nuvem deve ser encarada como oportunidade pelos parceiros, pois atrelará outras várias soluções de mercado. ?Cloud computing traz um componente de democratização da tecnologia, onde todos podem ter alta disponibilidade e acesso de todos os lugares que contam com internet. A adoção será acelerada devido a esses fatores, pois hoje o custo está menor e mais atraente?, afirma. O único ponto de ressalva de Emerson é quanto a velocidade com que a Oracle muda sua demanda. ?As coisas acontecem rápido demais, e se o canal não se especializar e buscar acompanhar o passo da empresa, com certeza ficam para trás. Isso com todos os parceiros?, disse.
