OCZ, GEIL, Corsair e Ballistix, overclock até 520 MHz!

Crucial Ballistix
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A Crucial durante muito tempo foi sinônimo de memória de alta performance, com ofertas de modelos variados na linha de SDR até 133 e algumas DDR até a freqüência de 333 MHz. Com a chegada das DDR400 e a aposta da Mícron (que é dona da Crucial) no rápido desenvolvimento das DDR2, a Crucial ficou sem um bom chip para o mercado de DDR400. Acreditava-se que a implementação do DDR2 seria quase que imediata, pois o JEDEC já tinha recomendado, para quem não se lembra, que o próximo passo após a DDR400 seriam de fato as DDR2.
A verdade é que as DDR400 quase não foram homologadas, tamanha era a pressão de alguns fabricantes de memórias para implementar logo o DDR2 já na freqüência de 400 MHz, alegando que era mais barato de produzir (vide os altos custos do BH5) e permitiriam uma escalada de freqüência para até DDR667 em menos de 2 anos. Não foi isso que aconteceu: só agora, por pressão da Intel, é que as DDR2 finalmente chegam ao mercado e mesmo assim com pouca oferta e praticamente todos de 533MHz, embora a especificação de 400MHz ainda exista no papel.
O DDR400 se firmou rapidamente com a adoção tanto por parte da Intel quanto da AMD, e surgiram versões 433, 466, 500 e até 550MHz, que tiveram que ser homologadas (nem todas) pelo JEDEC por pressão do mercado, embora sejam todas memórias para overclock pois não há nenhum processador ou placa mãe que “oficialmente” a requeiram.
E assim as DDR2 ficaram de lado, sem o investimento necessário. Até aquele momento, quem apostou no DDR2 optou por oferecer memórias DDR400 que nada mais eram do que modelos DDR333 em overclock. A Samsung e a Mícron estavam nessa situação, a ponto de um dos módulos Crucial DDR400 serem fabricados com chips Samsung TCB3 (DDR333) em overclock para 400MHz, o único caso que temos notícia de módulos Crucial com chips não Mícron.
Esse é um dos motivos para que só agora, mais de um ano após o lançamento do DDR400, essas empresas finalmente entram com chips de alta performance e baixa latência, apostando na sobrevida dos módulos DDR400 e superiores nas plataformas Intel e sobretudo na da AMD, que ainda não tem previsão de usar DDR2 tão cedo. Quem chega por último, tem que fazer melhor!
Não é a toa que as melhores memória do momento usam chips Mícron 5G ou Samsung TCCD, não é mesmo?
A nossa Crucial Ballistix, linda por sinal, com seu PCB preto e dissipador em alumínio na cor dourada, é uma DDR500 com código BL3264Z505, mas ela é exatamente igual ao modelo DDR400 com código BL3264Z402, a única diferença entre elas (fora o preço) é o ajuste gravado no seu SPD (Serial Presence Detect), chip que fornece as informações de reconhecimento da memória para a placa mãe.
A versão DDR400 tem ajuste pré gravado em 2-2-2-6 enquanto que a versão DDR500 tem dois ajustes, um para 400MHz em 2-3-3-8 e outro para 500 MHz em 2.5-4-4-10, mas não se surpreendam com esses números relativamente altos, pois a Crucial tem tradição no mercado de servidores e optou por ser conservadora nas suas memórias “gamers”, ao contrário da Kingston com suas HyperX que apresentaram problemas por serem agressivas demais nas primeiras versões (lembram-se das BH5 que não funcionavam em certas placas?) e que sofreram um dano na imagem.
Os dois modelos da Crucial Ballistix, tanto a DDR400 quanto a DDR500 operam em 200 MHz com 2-2-2-5 e operam em 250 MHz em 2,5-3-3-6 em total estabilidade, e comprovamos isso em nossos testes com a DDR500. Todos os pares usados nesse artigo eram de 1 GB (2x512MB) com exceção dessa Ballistix e da OCZ 2-3-3-6 Performance Series que eram de 512 MB (2x 256 MB).
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