O marketing como serviço pode transformar a sua empresa

O marketing tem ganhado rapidamente as pautas de discussão sobre foco estratégico para oportunidades de negócios. O papel do profissional da área mudou muito na história recente. ?O marketing está muito mais analítico que empírico ou criativo?, afirma o CMO da IBM Brasil, Mauro Segura, um dos painelistas do IT Business Forum.
Em sua apresentação, ele abordou exatamente a mudança no perfil desses profissionais e, de certa forma, deixou claro uma das realidades que mais se é observada no mercado de tecnologia que lida com Big Data e Social Business, hoje áreas que o pessoal do marketing deve dominar.
O fato é que empresas que querem vender soluções para redes sociais corporativas ou análises de grandes volumes de dados não usam internamente ferramentas para otimizar o relacionamento e os recursos internos. É aquela história do ?casa de ferreiro, espeto de pau?.
Segundo o executivo, hoje os três pilares do marketing são: tratar o cliente como indivíduo, e não mais como parte de um segmento; criar um sistema de relacionamento que maximize o valor de cada interação (seja pessoalmente, por telefone, redes sociais etc); e desenvolver uma cultura e marca que sejam autênticas. ?A vivência da marca vende mais que que a publicidade?, explica.
A visão dele é muito clara e, em determinado momento, óbvia. E talvez esteja ai o segredo, pois embora seja algo muito factível, não é algo que todas as empresas façam. E ai está a mágica. O que fica claro é que o canal que quer ter sucesso em qualquer das quatro tendências que direcionam o mercado de TI deve ter em seu DNA os conceitos essenciais dessas tendências. Colaboração, compartilhamentos, inteligência analítica etc. E isso se aplica a qualquer empresa.
?Com as ferramentas analíticas, somos capazes de melhor prever a próxima oferta, ação ou necessidade do mercado?, lembra Segura. ?O marketing, se agir como parte da inteligência dos negócios, deixa de ser marketing e vira serviço para os clientes e também para a própria empresa.?
De acordo com o CMO da IBM, a visão do cliente sobre uma marca é mais que os produtos que por ela são oferecidos, mas também conhecimento especializado, conteúdo gerado, conexões e relacionamento. ?O consumidor de hoje é completamente diferente; a forma de consumir evoluiu muito?, ressalta.
O consumidor, antes, não tinha muita voz. As coisas paravam no call center. Hoje, nas redes sociais, a empresa que não trata bem seu cliente vê uma porta aberta a ataques que, se não puderem ser bem tratados, podem dar a tônica do futuro de qualquer companhia, diz Segura. Para ele, a única forma de capturar nas redes sociais tudo o que é dito sobre sua marca é usando as ferramentas tecnológicas. ?Aumentar o número de estagiários não tornará a sua empresa apta para o jogo?, brinca ele.
Embora tenha abordado o futuro do profissional de marketing, o executivo da IBM mostra que as empresas que querem atender às demandas não somente do marketing também devem mudar. Não somente isso, as empresas que buscam ter um futuro no mercado precisam parar de apenas adotar o discurso e começar a colocar a ?mão na massa? para culturalmente causar uma ruptura em seu negócio.
?O futuro do marketing é tecnológico, colaborativo, móvel, real time, divertido e completamente centrado no cliente?, diz ele. E, engraçado pensar, que talvez essas características sejam, também, resumidamente o futuro das empresas de forma geral.
