O equilíbrio de Big Data para o negócio e TI

Em meio a todas as discussões e debates em torno da questão ?como lidar corretamente com o crescente fluxo de dados??, alguns fabricantes vão fazendo suas apostas no aprimoramento de soluções capazes de trazer valor ? e principalmente um norte ? para seus clientes em relação ao Big Data.
Um desses fornecedores é a Splunk, de São Francisco, EUA, que em sua concepção teve o ideal de lidar com uma forma diferenciada de fazer a gestão e monitoração da infraestrutura de TI e, com o tempo, evolui suas capacidades para lidar de forma mais estruturada não somente com a área de tecnologia, mas também com os diversos departamentos de negócios que hoje buscam melhor compreensão de seus clientes para ações mais assertivas.
As soluções da empresa do Vale do Silício foram criadas para esse novo paradigma de mercado, onde TI é meio para que o negócio atinja seus objetivos, com interfaces diferenciadas para cada departamento que requisita a ferramenta, tornando o entendimento dos dados algo palpável e de fácil compreensão, afirma Wagner Bianchi, executivo de engenharia de vendas da Splunk Brasil.
Com ventos favoráveis ao negócio da empresa nos Estados Unidos, o executivo vê grandes oportunidades para alcançar sucesso no mercado brasileiro, mas, como ele explica, a principal barreira no País ainda está na falsa conceituação de Big Data. ?Vende-se Big Data como o divisor de águas para o CIO, pensando apenas no negócio, mas esse grande fluxo de dados está enraizado no departamento de TI, e o executivo de tecnologia é o mais capacitado para entregar valor ao negócio, tendo soluções cada vez mais parrudas para auxiliá-lo a também lidar com mais inteligência com sua infraestrutura?, avalia.
A ideia do executivo é que o conceito de Big Data não seja visto apenas como algo útil para criar melhores experiências para o cliente final, mas também como um viabilizador de maiores capacitações para os departamentos de TI. ?Temos, por exemplo, uma solução que mostra, de forma preditiva, quando um servidor vai cair, quando haverá uma falha na segurança, então o cara da TI consegue, respectivamente, disponibilizar mais um servidor para manter, por exemplo, uma campanha rodando, assim como também cria a defesa correta para seu problema de tão logo?, explica.
E é essa habilidade que capacita o CIO a pensar fora da caixa. ?O gestor de TI já está pensando fora da caixa, ou seja, fora do banco de dados. Tudo dependia do DBA, do analista, e agora ele conta com mais áreas que darão visibilidade ao seu departamento?, analisa Bianchi, que vê nas tomadas de decisões em tempo real e na capacidade de colocar em prática ações inspiradas pelas análises preditivas como os principais pontos de valor para qualquer companhia.
Mas esse mar de palavras e ideias fenomenais, como dito no começo do texto, ainda enfrenta barreiras de compreensão. ?Em quase todas as reuniões que tenho participado no Brasil e América Latina, apenas no meio da explicação que o CIO ou gestor de TI tem seu momento ?ah ha?, pois consegue entender, nem que seja superficialmente, por onde começar a aplicar os conceitos de Big Data.?
A Splunk lançou recentemente a versão 5.0 do software de inteligência operacional ? outro nome alternativo a entregar valor dos grandes fluxos de dados -, e Bianchi acredita que ?esse seja o momento mais interessante da empresa? em sua oferta de Big Data como parte essencial da estruturação da ?empresa preparada para os desafios do futuro?.
O executivo fez uma demonstração das capacidades da solução da companhia. Em um dos exemplos, o cliente era capaz de saber quais lojas dele (espalhadas pelos Estados Unidos) estava com maior movimentação, qual o produto que mais estava saindo, como estava a demanda online dos sites e para qual tipo de produto deveria ser pensada uma ação de marketing ? tendo em vista as baixas vendas e o alto estoque.
Noutro cliente, era possível ver quais smartphones eram os mais vendidos, criando um ranking dos aparelhos que mais saiam (em tempo real), para saber em quanto tempo o estoque ficaria em risco. ?Tudo isso é personalizável, e a solução entrega relatórios diários, semanais, mensais, ou seja lá o período que o cliente opte, para que o negócios tome decisões rápidas quanto ao norte de suas vendas ou investimentos em novas peças para sua TI?, diz. ?Vale ressaltar que essa análise é web, nossa plataforma é online. Do nosso data center entramos na infraestrutura do cliente e fazemos a mágica dos dados.?
?O Splunk não precisa de banco de dados, conector com infraestrutura, e nem conta com limites de dados para ser analisado diariamente. O que fazemos é vender, por exemplo, 50 Gb de espaço para guardar as análises diárias. Mas no dia pode-se trafegar muito mais que isso por nosso sistema?, observa Bianchi, vendo ai um dos grandes diferenciais da solução da empresa.
Mídias sociais
A solução da companhia, de acordo com o executivo, é capaz de fazer uma varredura nos acessos internos da empresa para saber qual funcionário é mais produtivo durante o expediente de trabalho, quais estão mais engajados com os projetos das empresas e quanto tempo é gasto pelos colaboradores em redes sociais, gerando relatórios individuais por pontos de acesso.
Por mais que isso caracterize uma ferramenta de monitoramento, Bianchi acredita que a grande sacada da empresa se concentra no que é apontado pelos gráficos entregues aos gestores. ?Se eu consigo monitorar o Facebook e Twitter, por exemplo, posso montar um gráfico de tendências, através dos acessos dos usuários, para ver quem está na rede investindo parte do tempo a favor da empresa, ajudando o RH, por exemplo, a realocar alguém para melhor produtividade?, explica.
Da mesma forma, para áreas como marketing, Bianchi afirma que a solução consegue fazer a varredura das redes sociais ? definidas pela empresa ? para entender o comportamento do consumidor. ?Nossa proposta é ser uma ferramenta inerente às áreas de negócios e departamento de TI. Experiência de uso é dedicada aos clientes internos e externos?, finaliza o executivo.
Adendo
A Splunk conta com o Splunk Base, uma loja de aplicativos que já estão pré-integrados à solução da companhia, para obter melhores análises e retornos de varreduras de sistemas. Por exemplo, existe o módulo Google Maps, de onde a empresa levanta relatórios de pontos de acesso, onde estão as maiores vendas, onde o acesso está crescendo, quais tipos de produtos estão sendo vendidos para uma região em específico, entre outras coisas. São mais de 300 aplicações disponíveis para uso.
