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Testamos o Projeto Starline, que promete interações 3D em videochamadas

O Projeto Starline, do Google, não é exatamente uma novidade. Anunciado em maio de 2021, a iniciativa promete dar a sensação de que pessoas conversando via vídeo estejam, de fato, no mesmo lugar.

Para isso, a big tech desenvolveu uma tecnologia que combina hardware e software que entrega a impressão de uma “janela mágica” no qual os usuários se veem em tamanho real e em 3D. Para tornar essa experiência possível, o projeto conta com visão computacional, aprendizado de máquina, áudio espacial e compressão em tempo real. Também foi desenvolvido um sistema de exibição de campo de luz que cria uma sensação de volume e profundidade que pode ser experimentada sem a necessidade de óculos ou fones de ouvido adicionais.

No Google Next ’24, tive a oportunidade de testar a demo do Projeto e, apesar de chegar um pouco reticente sobre a promessa do Starline e sua execução real, sai da experiência muito surpresa positivamente. Em um primeiro momento, ao entrar na sala, não parece que a tela seja muito diferente de uma comum – a não ser por seis câmeras robustas em torno dela.

Infelizmente, não era possível gravar o teste. Mas você pode conferir no vídeo do próprio Google como seria a experiência:

Em seguida, o profissional responsável foi para outra sala e se conectou. Era o início de uma conversa de dez minutos por meio de uma tela, mas com uma experiência bastante próxima de estar frente a frente pessoalmente. Claro, ainda que a tecnologia seja inovadora, não é 100% igual ao encontro pessoalmente. Mas expressivamente melhor do que olhar para uma tela do computador e ver a outra pessoa 2D.

Leia também: Kurian credita sucesso do Google Cloud à criação de produtos que vão para onde a tecnologia irá

A versão disponível no evento permitia a interação apenas entre duas pessoas, mas existem outros protótipos para grupos maiores. O especialista brinca ao me “passar uma maçã”, e mesmo os braços esticados com um objeto parecem bastante reais e os movimentos de um lado para o outro são percebidos bastante positivamente. Entretanto, caso seja um movimento muito brusco, e que saia do sensor do Starline, uma tela preta aparece pedindo para voltar à posição correta.

Pergunto sobre a necessidade de conexão para que o Starline realmente funcione e ele diz que não é preciso algo muito robusto, brincando que está funcionando dentro do Centro de Convenções. Entretanto, as duas salas para o teste eram perto, o que ainda me deixa com um pouco de dúvidas sobre a latência para videochamadas em cidades ou países diferentes.

O Starline ainda não está disponível ao mercado, mas o Google está buscando mais parceiros para testar e evoluir a tecnologia. Todavia, do meu ponto de vista, não há grandes usos para corporações usarem a ferramenta, além de ser mais confortável conversar com outra pessoa.

Por outro lado, vejo casos de usos para, por exemplo, médicos que façam uso de telemedicina ou até professores que queiram ensinar online. O ponto crucial para esse movimento fora das grandes corporações será o preço do Starline.

No fim da nossa reunião, eu e o especialista do Google fizemos um aperto de mão online – e ainda foi menos estranho do que poderia parecia. E eu saí de lá com mais vontade de ter essa tecnologia disponível para falar com a minha família que mora longe, do que ver apenas como grandes empresas usarão a novidade.

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*A jornalista viajou a convite do Google Cloud

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