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Sua empresa joga infinitamente?

No mundo dos esportes, nem todas as regras são simples. No tênis, por exemplo, a pontuação começa com 15, o segundo ponto vale 30, o terceiro ponto 40 e o quarto ponto corresponde a um game. Aí se reinicia a contagem, e seis games equivalem a um set.

Ganha o jogo o atleta que vencer o “melhor de três” ou “melhor de cinco” sets. Mesmo complexo, existem regras, sabemos quem são os jogadores, os movimentos esperados de cada um e quando isso deve acontecer. No final, o objetivo da partida: vencer.

No mundo corporativo, a meta é diferente. Existem algumas regras, muitos jogadores conhecidos e desconhecidos, com diversos movimentos inesperados, e com isso, vencer é permanecer no jogo pelo maior tempo possível. O autor do livro “Jogos Finitos e Infinitos”, Dr. James Carse, apresenta esta abordagem e como cada um se comporta, não só nos negócios, mas vida familiar, trabalho, estudos, entre outros.

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A teoria dos jogos infinitos é uma extensão da teoria dos jogos, pois as interações entre os jogadores são repetidas indefinidamente. Ao contrário da teoria dos jogos clássica, que analisa jogos de decisão únicos e isolados, a teoria dos jogos infinitos analisa a dinâmica em que as interações entre os jogadores ocorrem repetidamente ao longo do tempo. O seu desenvolvimento tende a ser melhor a cada dia, mesmo sabendo que por um período possa não ter a melhor equipe, produto ou serviço.

Em um jogo de decisão infinita, os jogadores devem tomar decisões continuamente, considerando as decisões anteriores dos outros jogadores e como essas decisões afetam o rumo do jogo. Essa repetição de interações permite que os jogadores criem um histórico de decisões e resultados, o que pode influenciar as escolhas futuras.

Um dos principais objetivos da teoria dos jogos infinitos é encontrar estratégias que produzam resultados estáveis e equilibrados ao longo do tempo. Para isso, os jogadores são treinados para se adaptar a diversas situações e se antecipar aos adversários.

Para ter uma mente infinita é importante iniciar com uma causa, pois uma meta ou objetivo não são tão poderosos para motivar as pessoas, tornando-se assim parte integrante da cultura da empresa. Trabalhar num ambiente seguro com times de confiança, ajudam muito a evitar problemas por falta de conhecimento ou experiência.

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Neste contexto, todos serão transparentes, mais colaborativos e alcançarão maior performance. Estudar o adversário coloca a equipe um passo à frente, e já se provou ser muito eficiente para vencer um maior número de batalhas.

É fundamental ter uma postura existencial flexível para uma rápida adaptação às surpresas do mercado e que todos tenham coragem para liderar, evitando que sigam os chefes cegamente, mesmo que isso leve todos ao fracasso sem questionar.

*Nycholas Szucko é diretor de vendas Brasil da Nozomi Networks

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