Robô da ABB ajuda voluntários no reflorestamento da floresta amazônica
Automação permite replantar área do tamanho de dois campos de futebol todos os dias em zonas que requerem reflorestamento
Voluntários na floresta amazônica estão contando com o apoio de um robô colaborativo, o YuMi da ABB Robótica, para automatizar parte do reflorestamento. O projeto é liderado por voluntários da Junglekeepers, uma ONG norte-americana que trabalha com especialistas e comunidades locais para proteger a floresta amazônica e reverter o desmatamento.
Em um laboratório na selva, localizado em uma região remota da Amazônia peruana, um cobot YuMi foi instalado para automatizar tarefas essenciais no processo de plantio de sementes, geralmente um esforço manual. O cobot cava um buraco no solo, joga a semente, compacta o solo em cima e o marca com uma etiqueta com código de cores.
O YuMi permite que os Junglekeepers replantem uma área do tamanho de dois campos de futebol todos os dias em zonas que requerem reflorestamento.
A automação é apoiada pela tecnologia ABB RobotStudio Cloud, onde os especialistas da ABB simulam, refinam e implantam a programação necessária para as tarefas do YuMi na selva. Uma vez na nuvem, o projeto permite que equipes de todo o mundo colaborem em tempo real.
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Segundo a ABB, essa forma remota de programação permite novos níveis de flexibilidade e refinamento instantâneo, resultando em maior eficiência e resiliência, sem perda de tempo de plantio.
“A colaboração da ABB com a Junglekeepers demonstra como a robótica e a tecnologia de nuvem podem desempenhar um papel central no combate ao desmatamento como um dos principais contribuintes para a mudança climática”, disse Sami Atiya, presidente da área de negócios de Robotics and Discrete Automation da ABB.
Ao mesmo tempo, ao automatizar essa tarefa, os voluntários da Junglekeepers podem concentrar seu tempo e recursos em trabalhos de maior impacto, como patrulhar a área para deter madeireiros ilegais, educar os habitantes locais sobre a preservação da floresta tropical e plantar mudas maduras.
A automação também ajuda a superar a dificuldade de encontrar pessoas dispostas a permanecer e trabalhar no local distante da selva. Após a instalação inicial, o YuMi pode realizar suas tarefas de forma autônoma, apenas com a resolução de problemas quando necessário.
“Até o momento, perdemos 20% da área total da floresta amazônica; sem o uso da tecnologia atual, a conservação ficará paralisada”, disse Moshin Kazmi, cofundador da Junglekeepers. “Ter o YuMi em nossa base é uma ótima maneira de expor nossos guardas florestais a novas formas de fazer as coisas. Isso acelera e expande nossas operações e avança nossa missão.”
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