Com o gap de profissionais especializados para trabalhar com tecnologia e o aumento no número de vagas abertas – que pode chegar a 800 mil no Brasil, segundo estudo recente da Brasscom – cresce também o assédio das empresas que precisam desses profissionais (mesmo que eles já estejam empregados). Um estudo divulgado recentemente, a FEEx – FIA Employee Experience, mostra que os colaboradores do segmento de TI recebem 32% mais convites para participar de processo seletivo em outras organizações.
A diferença é menor do que no ano passado (quando chegava a 84%), mas porque o mercado de trabalho aquecido também aumentou a demanda por profissionais com outras especializações, diz o estudo.
A pesquisa também mostra que os principais motivos para um profissional considerar mudar de emprego é a identificação com a proposta de atividades do cargo (+47% acima da média do mercado), oportunidades de aprendizado (+24% acima da média do mercado) e oferta de remuneração e benefícios (+16% acima da média do mercado). Já entre os que decidem não mudar de trabalho o fazem por três fatores: flexibilidade no trabalho, sentimento de lealdade com a empresa, e oportunidades de aprendizado.
Olhando os números de investimentos, a pesquisa ainda concluiu que ser um especialista na área, mesmo sem ter uma equipe, faz parte da realização profissional dos colaboradores. O quesito está 31% acima da média do mercado. Outros fatores de realização profissional no setor são ter autonomia para executar suas atividades e ter liberdade para criar e inovar (+23% acima da média do mercado, cada item) e ter uma remuneração elevada (+21% acima da média do mercado).
Os profissionais que trabalham na área de tecnologia têm mais confiança nos próprios colegas de trabalho (+5,2 pontos acima da média), sentem que as pessoas estão sempre dispostas a ajudar umas às outras (+4,6 pontos), e entendem que os outros dividem com eles o que sabem (+3,1 pontos). No entanto, esses mesmos profissionais também avaliam pior os benefícios recebidos e a remuneração variável e acreditam que os aspectos de carreira oferecidos pela empresa não atendem tão adequadamente às necessidades do trabalho.
A edição 2022 da Pesquisa FEEx – FIA Employee Experience contou com quase 300 empresas e mais de 188 mil funcionários. Destas, 39 são empresas de tecnologia, sendo 13.143 funcionários.
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