Dados de mercado apontam que compras sem presença de cartão já somam 71% das aquisições globalmente. No Brasil, o quadro é parecido. O cenário, no entanto, tem impulsionado o número de fraudes on-line. Como a indústria pode resolver essa questão? Esse foi um dos pontos abordados por Ellen Richey, vice-chairman de Risco & Políticas Públicas Global da Visa, durante o Visa Security Summit, realizado em São Paulo.
“Fazemos nosso trabalho como indústria, mas nos últimos anos o salto foi enorme, uma vez que a fraude está mudando para o mundo digital. Em 2006, a fraude sem cartão presente representava 35% do mercado globalmente. E em 2016, o número saltou para 57%”, sintetizou a executiva.
Segundo ela, o que acontece é que pagamentos remotos criam uma perfeita tempestade de risco. “Ao mesmo tempo, gera oportunidades, como conveniência e diversidade de soluções”, completou.
A visão da Visa, disse Ellen, é de que os dados são a chave para navegar para fora da tempestade. E nesse contexto é preciso inovar e colaborar para proteger e conectar o mundo. Ela afirmou, ainda, que é preciso pensar em inovações e parcerias para gerar soluções adequadas garantindo o futuro dos pagamentos. Ela listou quadro passos para fomentar o avanço do mercado para mitigação de riscos.
1. Proteger os dados, guardando informações de pagamento. Nesse contexto, é fundamental seguir as normas PCI e aplicar criptografia nos dados.
2. Investir em tokenização, token que substitui informações importantes do cartão, como os 16 dígitos, por um identificador digital, gerado para cada transação individualmente.
3. Atuar pró-ativamente parando fraudes antes que elas aconteçam. Para isso, é preciso investir em tecnologias como analytics e autenticação.
4. Dê poder aos consumidores. Envolva os titulares de cartão em segurança de pagamentos, trabalhando ativamente na proteção de fraudes no controle de transações e alertas.
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