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Humanware Journal: previsões para o mercado de tecnologia nos próximos anos

Que tal fazer um diário do futuro para que possamos revisitá-lo? Essa foi a proposta da apresentação de Renan Hannouche e Dante Freitas, fundadores da consultoria de inovação GravidadeZero (GZero) e professores convidados do Itaqui e da Singularity University Brasil, no painel de fechamento dos conteúdos do IT Forum Trancoso 2024.

Os especialistas apresentaram ao público o “Humanware Journal”, levantamento feito por eles com algumas das tendências para os próximos anos. Uma delas é o “Knot: emaranhado coletivo”. De acordo com Freitas, o plano individual não pode ser maior do que o plano coletivo, senão ele mata o plano coletivo. Por isso, a interdependência apresenta-se como principal atributo da revolução.

O especialista afirma ao público que é preciso parar de falar sobre ideologia e começar a discutir ‘multilogias’, para que as pessoas parem de brigar apenas pelo que acreditam. “Os extremos não são lugares saudáveis para estarmos.”

Leia mais: O desafio da interseção entre IA e princípios éticos no código

Hannouche adverte sobre “a queda do mindset e a ascenção do feelset”. Traduzindo a tendência, ele explica que essa é a inteligência do coração. “É ele que abre o caminho e a mente vem asfaltando”. A importância desse contexto, diz ele, está diretamente ligada à diferenciação do ser humano e da máquina. “Uma IA pode saber o que é uma torta de maçã, mas a IA não é boa em sentir o que essa torta é.”

Em resumo, uma fórmula para o futuro dos humanos seria “sentir + confiar + agir = magia”. “Mas a gente aprendeu a atrofiar os sentimentos e não confiamos em mais nada nem ninguém. E isso é muito perigoso”, frisa Hannouche.

Os professores também concordam que haverá um decrescimento exponencial corporativo. De acordo com eles, estamos chegando em uma época em que as empresas estão ficando menores, e mais ricas, por causa da tecnologia. por isso, será mais difícil a centralização de poderes.

Conectado a esse contexto, os cargos também se transformarão. Ao invés de se manterem estáticos, as companhias entenderão suas estratégias, KIPs, culturas etc. E, após entender as capacidades das pessoas, darão um match entre “companhia x colaborador” para cada projeto.

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