All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Notícias

O cérebro e as relações pessoais como centro da transformação digital

“A transformação digital não é a tecnologia, é proporcionarmos conexões, propósitos, engajamento de pessoas e, por meio desse engajamento começamos a entender novas possibilidades de gerar negócios. Negócios onde a tecnologia é simplesmente uma alavanca importante para a realização e a conexão com as pessoas”, destacou o ehttps://itforum.com.br/wp-content/uploads/2018/07/shutterstock_528397474.webpso da neurociência aplicada ao desenvolvimento de negócios, Marcelo Prauchner Duarte, para os executivos do II Seminário Executivo Sucesu-RS, em Bento Gonçalves. A conversa abordou diversos momentos de reflexão, tendo como pano de fundo o processo de transformação das empresas a partir das pessoas que fazem parte daquele contexto.

A partir dessa ideia, Duarte fez uma série de reflexões dos impactos que algumas tecnologias atuais podem causar e precisam ser pensados. Como os carros autônomos, que podem afetar diversas cadeias produtivas, como interferir nas indústrias das multas, nos mercados de seguros automotivos e, até mesmo, na própria indústria automotiva. “E se começarmos a usar mais o carro como serviço do que como posse? O quanto de fato a transformação digital é business e não tecnologia?”, indagou aos participantes.

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Marcelo também aproveitou para provocar os participantes a tentarem entender porque é tão difícil realizar a transformação digital dentro das empresas. Para entender isso é preciso entender o cérebro das pessoas e, mais do que isso, entender as próprias pessoas. “Precisamos respeitar as pessoas e a forma como elas funcionam”, destacou ao explicar o funcionamento do cérebro e como determinados comportamentos podem colaborar para que os indivíduos tornem-se mais efetivos na rotina profissional das empresas.

“Qual o nosso hábito? Nós falamos aquilo que nós não queremos, nós propagamos os “memes” negativos. No Brasil não falamos de coisas boas, nossa contaminação “memética” é frequente. Falamos coisas ruins e esquecemos de valorizar aquilo que é bom, os grandes alcances que acontecem aqui por exemplo”, explicou ao salientar a importância de ter um comportamento que preze pela evolução conjunta.

“Se você quer mudar alguém, faça a pessoa refletir. Ou seja, não diga o que ela tem que fazer, comece a questioná-la daquilo que faz sentido. Comece a fazer com que as pessoas de sua empresa tenham as próprias respostas”, disse ao explicar que você não pode mudar o DNA de uma pessoa, mas pode mudar a “programação” dele. O que pode ter resultados positivos ou negativos, dependendo da forma como essa mudança é feita.

Para exemplificar, Duarte apresentou um estudo realizado que visava demonstrar os impactos causados por determinadas atitudes no organismo. Em um teste prático, dois grupos de pessoas receberam a mesma tarefa, sendo que um recebeu as instruções de maneira simpática e com incentivos e, o outro, de forma bruta e negativa. Os resultados mostraram que o grupo que recebeu a instruções brutas apresentou 55% mais de stress e 200% mais de raiva que o grupo oposto. Além de ter levado mais tempo para realizar a atividade, com menos efetividade.

“Além de não alcançar os objetivos, geramos prejuízos à vida das pessoas. Para nos comunicarmos bem precisamos de flexibilidade, de nos colocarmos no lugar do outro”, exaltou. “Se queremos mudar a cultura precisamos engajar, e se engajarmos pessoas elas acabam vindo conosco! Se quisermos fazer uma mudança digital de forma hierárquica, dizendo para as pessoas o que elas devem fazer, passamos a ter um modelo do qual não acredito no resultado”, concluiu Duarte.

Next Exemplos de Inteligência Artificial aplicada aos negócios no Brasil »
Previous « Itaú Unibanco e Rede fecham parceria estratégica com PayPal
Leave a Comment
Share
Published by
Editorial IT Forum 365
Tags: carros autônomos
8 anos ago

    Related Post

  • HPE coloca a rede no centro da era agêntica e mira mercado de energia como próximo desafio
  • Unimed-BH migra 500 servidores em três meses após reajuste
  • SpaceX projeta receita de US$ 1 trilhão até 2030 e amplia debate sobre valuation após IPO histórico

Recent Posts

  • Artigos

Fiscalização, fraude e PIX: os riscos de um sistema que sabe tudo, mas pode errar

Por Rafaela Helbing A obrigatoriedade de declarar transações via PIX no Imposto de Renda é…

50 minutos ago
  • Notícias

HPE coloca a rede no centro da era agêntica e mira mercado de energia como próximo desafio

A inteligência artificial chegou a um ponto em que a disputa por modelos mais potentes…

2 horas ago
  • Notícias

IA acelera 16 vezes cibercrime global e reduz tempo de reação das empresas, aponta estudo

O avanço da inteligência artificial (IA) generativa está transformando o cibercrime em uma operação muito…

2 horas ago
  • Notícias

Fortinet identifica mais de 1.140 domínios maliciosos ligados à Copa do Mundo de 2026

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 tem impulsionado não apenas o interesse dos…

3 horas ago
  • Notícias

Mercado de SaaS na América Latina deve atingir US$ 46 bilhões até 2027, com Brasil liderando crescimento

O mercado de Software como Serviço (SaaS) na América Latina deve movimentar US$ 46 bilhões…

4 horas ago
  • Notícias

SpaceX projeta receita de US$ 1 trilhão até 2030 e amplia debate sobre valuation após IPO histórico

A SpaceX elevou as expectativas do mercado sobre seu potencial de crescimento após seu IPO…

5 horas ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L