Quando a Apple apresentou ao mercado o primeiro iPhone em junho de 2007, a companhia provocou uma verdadeira revolução no mercado de smartphones. Muitos acreditaram que a tela sensível ao toque não vingaria, competidores tradicionais perderam espaço e a fabricante de Cupertino surfou com sua novidade que ganhou adeptos em todo o mundo. Hoje, sete anos depois, com diversos modelos do mercado seguindo o padrão “Apple”, o modelo parece estar perto de seu esgotamento. Na verdade, na visão do vice-presidente de marketing para consumer da Huawei, Shao Yang, em cinco anos, o estilo não será mais parte do futuro.
Quase que ditando a morte do smartphone na forma que conhecemos, Yang arrisca apostar até em um dispositivo invisível. “Não acredito que o estilo iPhone seja o futuro. O smartphone precisará ser invisível. O hardware pode ser muito pequeno e usar projetores para a imagem. O input pode ser substituído por laser ou controle de voz. Isso será possível em algum tempo”, vislumbra.
Pode até soar estranho uma previsão do tipo num momento em que a Apple anuncia a venda de dez milhões de iPhones no primeiro final de semana após o lançamento das versões 6 e 6 Plus. Mas num momento em que as tecnologias vestíveis ganham força e caminhamos para uma sociedade cada vez mais conectada, não seria surpresa um aparelho que utiliza tecnologia holográfica para simular telas, teclados, entre outros.
Sem adiantar muito o que a companhia estuda no momento, o executivo lembrou que a Huawei possui um laboratório que estuda tendências em consumidores e diversas possibilidades surgem todos os dias, como, por exemplo, a de um anel que controla diversas ações. A fabricante possui centros para esse tipo de pesquisa no Japão, Índia, Finlândia, Reino Unido e Estados Unidos.
Além de visualizar uma mudança grande no cenário d e dispositivos móveis, Yang acredita também que poucas empresas existirão no futuro, na verdade, ele fala em três categorias, sendo que a mais importante delas terá o controle dos usuários.
Nesta primeira categoria, a da empresa que tem o cliente, conhece seus hábitos e praticamente os controla, ele vê a Apple e todo o trabalho feito atualmente com seu ecossistema. “A segunda categoria não tem o usuário, mas o entende. Já a terceira não entende o usuário, mas entende tecnologia. Queremos ser a segunda”, pontua, não descartando o objetivo de liderar o mercado de dispositivos móveis.
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