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KPMG confirma: investimento de risco cai no mundo pelo quarto trimestre consecutivo

O investimento global em capital de risco sofreu uma forte queda no quarto trimestre do ano passado. O dado ecoa os números negativos observados no mercado brasileiro, mas dessa vez são oriundos de um relatório da KPMG, o Private Enterprise Venture Pulse, segundo o qual o volume de investimentos do tipo no mundo caiu de US$ 102,2 bilhões em 9.767 negócios para US$ 75,6 bilhões em 7.641 negócios.

É o quarto trimestre consecutivo em que o número de investimentos cai, chegando aos níveis mais baixos desde o balanço de junho de 2019. O declínio acontece mesmo diante de grandes acordos no setor de energia.

“O investimento geral continuou a diminuir no trimestre, caindo para os níveis mais baixos desde o segundo trimestre de 2019. A combinação de pressões econômicas e geopolíticas, juntamente com mercados de capitais turbulentos e baixa atividade de abertura de capital (da sigla em inglês, IPO) afetou o investimento em capital de risco”, afirma o sócio-diretor da KPMG, Diogo Garcia.

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Segundo a KPMG, as Américas e a Ásia garantiram os maiores negócios durante o último trimestre, representando a maior parcela do investimento de capital de risco globalmente durante esse período. Os Estados Unidos registraram a maior proporção de investimento, com a Ásia em segundo lugar.

Grandes rodadas de empresas de energia alternativa incluíram a empresa de reatores nucleares TerraPower, com sede nos Estados Unidos; a SPIC Hydrogen Energy, com sede na China; a desenvolvedora de energia renovável Sunly, com sede na Estônia e a empresa de energia de hidrogênio Tree Energy Solutions, com sede na Bélgica.

Transporte sustentável

De acordo com o relatório, o investimento no setor de veículos elétricos superou a maioria das indústrias e incluiu grandes rodadas de captação de recursos da fabricante chinesa de veículos elétricos GAC Aion, da empresa de tecnologia de baterias Form Energy; da Voyah Car Technology; da produtora de baterias Group14 Technologies e da empresa sueca de veículos elétricos Einride.

“Olhando para o primeiro trimestre deste ano, espera-se que o investimento de capital de risco globalmente permaneça moderado. À medida que as empresas sofrem com a menor liquidez no mercado, provavelmente haverá um número crescente de atividades de fusões e aquisições. Globalmente, continuamos a ver uma pressão descendente sobre as avaliações, levando muitas delas a adiar os esforços de captação de recursos”, finaliza o sócio da KPMG no Brasil, Rodrigo Guedes.

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