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Febraban cria grupo de trabalho com foco no Real Digital

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) anunciou nessa terça (14) a criação de um grupo de trabalho que visa contribuir com o Banco Central para o início do desenvolvimento do projeto-piloto do Real Digital, que começa neste mês. São cerca de 15 representantes técnicos de bancos associados que se debruçarão sobre temas como segurança, resiliência, interoperabilidade e escalabilidade da moeda digital.

No último dia 6 de março, o BC anunciou o calendário de testes para implementação do projeto-piloto do Real Digital, que foi batizado de Piloto RD, e detalhou as diretrizes do projeto.

O objetivo é concluir a parte de testes até dezembro deste ano. Até março de 2024, serão feitas as avaliações. Resolvidas as questões principais de segurança, de funcionamento da infraestrutura e de privacidade das informações, com previsão até o fim de 2024, será a vez de começar a participação da população.

Leia também: Piloto do real digital começa em março, diz presidente do Banco Central

O real digital é uma moeda digital brasileira que será emitida pelo Banco Central e assegurada pelo Estado. Ela funcionará como uma extensão da moeda física, com a distribuição ao público intermediada pelos bancos e instituições de pagamento. Ela poderá ser trocada pelo real tradicional, ou seja, em notas e vice-versa.

“Em um primeiro momento, o real digital provavelmente terá mais aplicabilidade para a pessoa jurídica. Não será utilizado em larga escala por pessoas físicas. O mercado ainda vai se desenvolver. O que estamos construindo é uma infraestrutura que permita a tokenização desses depósitos. E a partir daí, você abre um leque de oportunidades para outros produtos e serviços no sistema financeiro”, avalia Leandro Vilain, diretor executivo de Inovação, Produtos e Serviços Bancários da Febraban.

O real digital estará embasado em uma plataforma de blockchain, o que diferencia de outras modalidades de pagamento e transferência oferecidas até então. Na visão de Vilain, essa inovação permite operações mais eficientes e seguras no sistema bancário.

“Se você pensar em uma transferência bancária simples, o Pix já supre essa necessidade. A questão é que a tecnologia em blockchain abre um portal para outras transações mais complexas que chamamos tecnicamente de DvP, que só se concretizam mediante a entrega de um serviço – você reserva um pagamento, mas só se efetiva quando o serviço da contraparte estiver feito”, destaca o diretor.

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