Fábricas do futuro serão orientadas por dados e otimizadas por IA

Aproveitar poder da IA e dos dados em fábricas permitirá que setor industrial perceba benefícios para os negócios

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8:15 am - 31 de agosto de 2023
tecnologia operacional, OT, indústria 4.0, fábricas Foto: Shutterstock

Os dados estão revolucionando o setor industrial e a manufatura. Combinados com ferramentas poderosas, como computação de borda (EDGE), Inteligência Artificial (IA), Aprendizado de Máquina (ML) e análise de streaming, eles já podem ser processados em tempo real, permitindo novos níveis de inovação e o surgimento de fábricas mais inteligentes. E essa revolução também vem impactando as indústrias brasileiras. 

Segundo o estudo “Monitor da Indústria 4.0”, da International Market Analysis Research and Consulting (IMARC), com análise do Observatório Nacional da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o mercado brasileiro da Indústria 4.0 atingiu US$ 1,77 bilhão em 2022, representando uma taxa de crescimento anual composta de 18,8% entre 2017 e 2022. Ainda de acordo com o documento, esse valor pode atingir US$ 5,62 bilhões em 2028, com uma taxa de crescimento anual composta de 21% no período de 2023 a 2028.

A indústria de manufatura, por exemplo, se beneficia naturalmente de seu ambiente de produção, uma vez que câmeras, sensores, máquinas e linhas de montagem já geram dados por definição. Usando tecnologia de computação de borda, essas fábricas podem potencializar essa coleta e traduzir dados dessas fontes ou de sistemas de controle de automação conectados a esses dispositivos.

Essas informações são interpretadas usando tecnologias como análise de dados de streaming e IA para permitir insights imediatos para tomada de decisão rápida e de ação instantânea.

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Ao mesmo tempo, o grande fluxo de dados na borda pode paradoxalmente se tornar uma barreira à transformação da indústria. A expansão de conjuntos de informações, incluindo novos tipos de dados em novos pontos de presença, pode sobrecarregar o poder de processamento na borda com seu grande volume — mesmo quando as expectativas para geração de insights em tempo real aumentam. Este é um desafio que demanda ainda outras ferramentas para bem resolvê-lo.

Neste sentido, o setor industrial continua inovando em sua jornada 4.0, diferenciando-se com base em sua capacidade de derivar valor dos dados coletados na borda. Hoje, isso significa usar IA e ML para processar grandes conjuntos de informações e retornar com insights quase em tempo real no ponto de criação e de consumo de dados.

Inteligência Artificial na Indústria 4.0 

A IA pode aumentar a capacidade da unidade fabril das organizações de proteger os trabalhadores, melhorar a qualidade da produção, evitar problemas de manutenção e preencher lacunas de habilidades com inteligência de máquina. Tudo isso ajuda a administração a se manter mais relevante e competitiva.

É importante ressaltar, porém, que ao mesmo tempo em que tecnologias de IA para ambientes de manufatura prometem muitos benefícios, as mesmas também apresentam alguns desafios que precisam ser superados para que as implantações de um ecossistema de indústria 4.0 sejam bem-sucedidas. As organizações precisam estabelecer uma base sólida de infraestrutura de back-end e serviços de consultoria para entender totalmente a jornada, desde a ingestão de dados nos ambientes de borda até a obtenção do resultado de negócio desejado do começo ao fim.

Utilizar todo o potencial de uma estrutura de computação de borda, com recursos de IA e de análise de dados, será cada vez mais demandado para aplicação de casos de uso na Indústria 4.0. Aspectos como manutenção preditiva, visão computacional, qualidade de produção e gêmeos digitais – técnicas que exigem análise de grandes volumes de dados multidimensionais – serão fundamentais para modernizar esses ambientes.

Além disso, certos casos de uso, como aqueles que permitem que o trabalhador conectado seja mais produtivo e seguro, fazem uso de conectividade de alta velocidade e latência ultrabaixa, seja em Wi-Fi ou rede celular, para fornecer produtividade no momento adequado.

Em suma, aproveitar o poder da IA e dos dados nas fábricas permitirá que o setor industrial perceba os benefícios de negócios, com resultados muito mais tangíveis e mensuráveis. Essa abordagem inteligente de fabricação dará a capacidade para que os participantes se diferenciem e consigam competir em um mercado global cada vez mais competitivo. 

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Paulo Gomes

Paulo Gomes é vice-presidente de manufatura e operações da Dell Technologies no Brasil

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