Imagem: Divulgação
Daniela Santos, diretora de capital humano da Simpress, foi reconhecida no ranking Líderes de RH do IT Forum por um projeto voltado à evolução da cultura organizacional da empresa, batizado internamente de “cultura do sim”.
A iniciativa parte do princípio de que a cultura deve respeitar a individualidade dos colaboradores e tratá-los como adultos, capazes de lidar com os combinados estabelecidos pela organização.
Segundo a executiva, o projeto surgiu da necessidade de conectar as demandas do mercado, dos clientes e dos próprios colaboradores a um plano estruturado de crescimento da companhia. “Inscrevemos o projeto de evolução da cultura do sim, que é exatamente olhar para a necessidade do mercado e dos nossos clientes, para os nossos colaboradores e para o crescimento que queremos ter como organização”, afirma.
De acordo com Daniela, a iniciativa foi desenhada como um plano macro de três anos, com métricas e metas revisitadas semestralmente para acompanhar a estratégia do negócio.
O primeiro ano foi dedicado ao letramento e à educação dos gestores; o segundo, à mensuração de resultados; e o terceiro, atual, é classificado pela executiva como um “ano de transformação”.
A diretora afirma que o engajamento da liderança é medido continuamente — inclusive em casos em que a companhia optou por desligar colaboradores que já não se alinhavam à cultura pretendida. “É preciso muita coragem para encerrar ciclos e para fazer movimentos que nos levem à construção das empresas dos próximos 25 anos”, justifica.
Para Daniela, a tecnologia, incluindo o uso de inteligência artificial, tem papel central na execução do projeto, mas depende de parcerias estratégicas internas, especialmente com as áreas de TI e operações. “Ela é um meio entre aquilo que queremos alcançar e os nossos resultados atuais”, afirma.
A executiva elenca três desafios centrais do RH da Simpress em 2026: a integração entre pessoas e inteligência artificial; a liderança, nos aspectos de comunicação, feedback e aproximação; e a evolução contínua da cultura organizacional.
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Segundo ela, um dos pontos de atenção é comunicar com clareza aos colaboradores que a IA não deve ser vista como ameaça a postos de trabalho, mas como ferramenta para potencializar as atividades.
A companhia usa o conceito de NPS (Net Promoter Score) para mapear promotores, neutros e detratores dentro da própria cultura organizacional, o que permite abordagens diferentes para cada grupo. “Entendo que uma cultura que funciona dá estímulos diferentes a cada uma dessas pessoas. É tratar e respeitar cada diferença — afinal, cada pessoa da empresa é um indivíduo com suas especificidades”, explica.
Questionada sobre como a Simpress protege a saúde mental dos colaboradores diante da adoção crescente de agentes de IA — tema também associado à atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) —, Daniela afirma que a companhia estrutura a atuação em três frentes: saúde física, emocional e financeira.
Segundo a executiva, a empresa mantém parcerias com academias, ações de nutrição, ginástica laboral e distribuição de frutas no escritório, além de canais de reconhecimento e de apoio a colaboradores em sofrimento emocional.
Para Daniela, o alinhamento de C-levels e gestores com as decisões do RH é condição necessária para que a cultura organizacional avance de forma consistente. “Quanto mais informação damos, quanto mais dizemos o que pode e o que não pode ser feito, mais encorajamos as pessoas a agir. O apoio de um CEO, de um gestor, é essencial para esse alinhamento, por isso é necessário engajar todos eles com o RH”, conclui.
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