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O avanço da inteligência artificial generativa tem impulsionado uma nova forma de desenvolvimento de software conhecida como vibe coding, em que desenvolvedores utilizam linguagem natural para criar aplicações com apoio de modelos de IA. Embora a abordagem prometa acelerar a entrega de soluções, sua adoção em plataformas de Contract Lifecycle Management (CLM) exige uma avaliação cuidadosa dos riscos envolvidos, segundo análise publicada pela Forrester.
A consultoria destaca que ferramentas de IA já conseguem gerar código, sugerir arquiteturas, criar integrações e automatizar parte significativa do desenvolvimento. Isso reduz barreiras técnicas e amplia a velocidade de criação de aplicações voltadas à gestão do ciclo de vida dos contratos.
No entanto, a Forrester argumenta que a rapidez proporcionada pelo vibe coding não elimina a necessidade de decisões relacionadas à governança, segurança e sustentabilidade das aplicações ao longo do tempo. Para organizações que utilizam sistemas de CLM em processos jurídicos e comerciais, esses fatores podem ter impacto direto sobre conformidade regulatória e gestão de riscos.
Segundo a consultoria, antes de incorporar essa abordagem ao desenvolvimento de soluções contratuais, líderes de tecnologia devem analisar cinco trade-offs que influenciam tanto a implementação quanto a operação dessas plataformas.
O primeiro trade-off apontado pela Forrester envolve o equilíbrio entre agilidade e governança. A consultoria afirma que a IA permite acelerar a criação de aplicações, mas ressalta que sistemas voltados à gestão de contratos normalmente exigem controles rigorosos sobre regras de negócio, fluxos de aprovação e requisitos regulatórios. Sem mecanismos de supervisão, a velocidade obtida durante o desenvolvimento pode resultar em retrabalho e riscos operacionais.
O segundo aspecto diz respeito à relação entre facilidade de criação e qualidade do código. Ferramentas de IA conseguem produzir funcionalidades rapidamente, porém a Forrester observa que isso não garante uma arquitetura consistente nem padrões adequados de engenharia de software. Em aplicações críticas, a revisão humana continua sendo necessária para assegurar desempenho, escalabilidade e manutenção futura.
O terceiro trade-off envolve personalização versus padronização. A consultoria explica que o vibe coding facilita adaptações específicas para diferentes áreas de negócio, mas alerta que um volume elevado de customizações pode aumentar a complexidade da plataforma e dificultar atualizações posteriores, especialmente em ambientes corporativos de grande porte.
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Outro ponto destacado é o equilíbrio entre automação e supervisão humana. Segundo a Forrester, a IA pode assumir parte significativa do desenvolvimento, porém decisões relacionadas à modelagem contratual, requisitos jurídicos e conformidade permanecem dependentes da atuação de especialistas. A consultoria recomenda que equipes jurídicas e de tecnologia participem conjuntamente da validação das aplicações geradas.
O quinto trade-off refere-se à relação entre rapidez na entrega e sustentabilidade de longo prazo. Embora o desenvolvimento assistido por IA reduza o tempo necessário para lançar novas funcionalidades, organizações precisam considerar custos futuros de manutenção, documentação, evolução tecnológica e integração com outros sistemas corporativos.
A Forrester observa que esses fatores se tornam ainda mais relevantes porque plataformas de CLM costumam armazenar informações estratégicas, documentos confidenciais e contratos sujeitos a diferentes legislações. Nesse contexto, práticas de segurança, auditoria e rastreabilidade continuam sendo elementos centrais da arquitetura das aplicações.
Segundo a análise, o papel da inteligência artificial não deve ser encarado como substituto dos processos tradicionais de engenharia de software, mas como uma ferramenta capaz de aumentar a produtividade das equipes quando integrada a modelos de governança já estabelecidos.
Para a consultoria, empresas que pretendem utilizar vibe coding em iniciativas de gestão contratual precisam estabelecer critérios claros sobre revisão de código, validação jurídica, controle de versões e políticas de segurança antes de escalar esse modelo de desenvolvimento.
A Forrester conclui que a adoção dessa abordagem pode gerar ganhos relevantes de produtividade, desde que as organizações tratem a IA como um acelerador do processo de desenvolvimento e não como uma solução capaz de eliminar a necessidade de arquitetura, governança e supervisão humana em aplicações críticas para o negócio.
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