All Rights ReservedView Non-AMP Version
IT Forum
  • Homepage
  • Negócios
Notícias

Cisne verde: as próximas grandes crises serão ambientais

Apesar de ainda vivermos as consequências do novo coronavírus (Covid-19), algumas questões sobre as peculiaridades da doença já estão sendo discutidas. Entre os aspectos em discussão, está o fato de que essa situação se destacou por ter um aspecto global, mas não relacionada ao setor financeiro. 

Essa característica se acentua porque as grandes principais crises globais que aconteceram no último século envolviam diretamente o setor financeiro (como a crise de 2008, relacionada à concessão excessiva de crédito imobiliário nos EUA). 

As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada

Apesar de iniciado por uma questão de saúde, o Covid-19 sem dúvida causará impactos financeiros e é a primeira grande questão que abrange praticamente todo o mundo, mas não nasceu do mundo econômico. 

E de onde será a próxima crise? Uma das grandes percepções do setor bancário é que ela virá da natureza. 

Esse tema surgiu com mais força no mercado financeiro a partir de janeiro, quando o Bank for International Settlements (BIS), na Suíça, publicou o estudo chamado The Green Swan (O cisne verde), que faz referência ao “Cisne Negro”, termo que foi cunhado nos últimos anos para designar grandes crises que ocorram de forma imprevisível. 

Como o nome já indica, o “Cisne Verde” esperado pelo mercado tem relação com o impacto que as mudanças climáticas causarão na economia. Esse estudo causou impacto dentro do mercado porque o BIS é encarado como “Banco dos bancos centrais” dentro do setor. Por isso, a área financeira já encara essa projeção como realidade para o futuro. 

Riscos e prevenções

Quando se fala em desastres climáticos, temos alguns exemplos ocorridos ainda neste ano, como a onda de incêndios que atingiu a Austrália no início do ano e as fortes chuvas que existiram na região Sudeste do Brasil entre janeiro e fevereiro. 

De acordo com o estudo, existem cinco grandes riscos que podem ser “ativados” devido a grandes crises climáticas: 

  • Crédito: por seu aspecto global, obter créditos por meio de empréstimos de outros países pode não ser uma alternativa;
  • Mercado: incidentes climáticos ocorrendo em diversos países podem desestabilizar a economia de vários países ao mesmo tempo, causando instabilidade financeira;
  • Liquidez: essas crises simultâneas têm potencial para afetar bancos, que não conseguirão realizar ações como empréstimos e refinanciamentos;
  • Operacional: problemas de infraestrutura gerados pelas crises climáticas como chuvas, furacões e tsunamis;
  • Cobertura: com foco no setor de seguros, que ficariam comprometidos com o grande número de sinistros que seriam resgatados.

Apesar de a imprevisibilidade ser uma das principais características dos “cisnes”, os analistas que se debruçaram sobre essa análise acreditam que existem iniciativas para ao menos diminuir as probabilidades de uma grande crise climática. 

A principal medida apresentada na análise fala sobre a adoção dos bancos centrais de todo o mundo de uma política que vincule questões de sustentabilidade e preservação do meio ambiente tanto na criação de fundos como para a concessão de empréstimos e investimentos. 

“Mesmo que algumas das ações necessárias não sejam da competência dos bancos centrais e supervisores, elas são de interesse direto para eles, na medida em que lhes permitam cumprir seus mandatos em uma era de incertezas relacionadas ao clima”, afirma trecho do documento divulgado pelo BIS. 

*Com informações da BBC 

Next TIM e C6 Bank anunciam parceria para oferta de serviços em conjunto »
Previous « Requalificação para o futuro do trabalho exige superar a 'tecnofobia'
Share
Published by
Redação
Tags: Cisne Verdeeconomia
6 anos ago

    Related Post

  • IA deixa fase de testes e ganha prioridade no mercado brasileiro de software, diz Abes
  • Custos de IA expõem problema de contexto e elevam gastos corporativos, diz Forrester
  • Lenovo nomeia Claudio Stopatto como general manager de ISG para a América Latina

Recent Posts

  • Artigos

O Brasil pode liderar a era da IA ou escalar o caos digital

Por Leandro Cesar Lopes O Brasil pode estar mais preparado para a era da inteligência…

1 hora ago
  • Notícias

IA deixa fase de testes e ganha prioridade no mercado brasileiro de software, diz Abes

A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) apresentou nesta segunda-feira (15) a segunda parte…

2 horas ago
  • Notícias

Custos de IA expõem problema de contexto e elevam gastos corporativos, diz Forrester

O crescimento dos gastos com inteligência artificial (IA) pode estar menos relacionado ao uso dos…

2 horas ago
  • Notícias

Lenovo nomeia Claudio Stopatto como general manager de ISG para a América Latina

A Lenovo anunciou, nesta segunda-feira (15), a nomeação de Claudio Stopatto para o cargo de…

4 horas ago
  • Notícias

Morre Rege Romeu Scarabucci, ex-integrante do CPqD e do projeto GIGA

Faleceu neste final de semana o pesquisador Rege Romeu Scarabucci. Ao longo de mais de…

6 horas ago
  • Notícias

SURA Brasil moderniza arquitetura de APIs e passa a processar 12 milhões de chamadas mensais

A Seguros SURA Brasil concluiu uma ampla modernização de sua arquitetura de integrações digitais e…

7 horas ago
All Rights ReservedView Non-AMP Version
  • L