A mistura de dispositivos pessoais e conteúdo corporativo, apesar de ter se tornado uma prática comum nos últimos anos com a tendência BYOD (bring your own device, ou traga seu próprio dispositivo, em tradução livre), ainda preocupa organizações.
O estudo foi realizado no segundo semestre de 2015, com 200 gestores de TI do País, aponta que em 43% das empresas, os colaboradores possuem permissão para acessar informações corporativas dos aparelhos pessoais como calendário, e-mail corporativo, rede, arquivos.
A pesquisa aponta, ainda, que 68% das empresas se preocupam com o tema, sendo que deste número, 17% já possuem programa estabelecido. Dessas, 77% ainda estão em processo inicial de implementação, sendo 43% em fase embrionária.
Analisando ainda as empresas que têm um programa estabelecido, apenas 32% dos entrevistados implementaram ferramenta que supre a demanda de BYOD para dividir acesso ao dispositivo móvel em pessoal e corporativo, aplicando políticas da organização sem impactar a usabilidade no ambiente pessoal.
“O tema BYOD passou a ser muito comentado nos últimos quatro anos pelas áreas de TI, especialmente, com foco na redução de custos. Mas, há outras questões bem importantes que devem ser avaliadas”, afirma Fábio Nunes, diretor de Produtos e Inovação daNavita.
Os benefícios da implantação de um programa de BYOD são muitos, entre eles: controle da informação, riscos de segurança minimizados, impacto planejado na infraestrutura, suporte de qualidade, redução de riscos trabalhistas, além de redução de custos, aumento de produtividade e satisfação pessoal dos funcionários.
Entre os pontos que despertam atenção destacam-se a limitação do uso no ambiente corporativo como mídias sociais e outros aplicativos quando o dispositivo móvel acessa à internet via conectividade corporativa; impossibilidade da compra de dispositivos homologados e a geração de custos com suporte, gestão, softwares de MDM.
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