Batizada de Brink's Pay, tecnologia interliga banco, cliente e varejista para facilitar retiradas; objetivo é alcançar 10 mil lojas até final do ano
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Com o crescimento do uso do cartão e a possibilidade de fazer transferências de valores entre bancos por aplicativo, a necessidade do dinheiro em espécie é bem menor do que há cinco anos. E, com menos dinheiro “real” circulando, o número de agências e até caixas eletrônicos ficou menor — o que pode causar problemas quando se precisa fazer algum saque fora do horário de atendimento ou longe de uma filial bancária.
A Brink’s (empresa famosa por fazer o transporte de valores com carros-forte) divulgou nessa semana uma solução que pode facilitar os saques: permitir que o varejo também realize a operação. A companhia apresentou ao mercado o Brink’s Pay, serviço que intermedia as transações entre bancos e lojas, permitindo que o cliente realize saques e lojas como farmácias, padarias, açougues etc.
O serviço seria uma integração dentro dos aplicativos dos bancos: os usuários precisariam ativar um gerador de QR code dentro do sistema com o valor da compra. Ao ser escaneado pelo local, o preço seria debitado da conta corrente. Toda vez que uma retirada de dinheiro ocorrer, a Brink’s será remunerada pelo banco e parte do dinheiro será repassado ao varejista.
O modelo, conhecido no mundo como cashback, já existe em lojas nos Estados Unidos e Europa desde os anos 80. Segundo João Carlos Brunhera, diretor-geral da Brink’s Global Payments, a empresa possui dois contratos fechados com instituições financeiras e está em negociações com alguns varejistas, sendo que a meta é contar com três bancos parceiros.
Para o final do ano, a Brink’s espera implementar seu serviço e com 5 mil a 10 mil lojas adaptadas ao serviço e cerca de um milhão de usuários aptos a fazer os saques.
Vale apontar que a tecnologia (desenvolvida por uma equipe brasileira) apenas faz a intermediação entre banco e cliente. A Brink’s já deixou claro que não pretende ser uma fintech — pelo contrário, acredita que seu serviço pode cair como uma luva para essas empresas, que não possuem representação física.
Bella Winckler Matrone
23 minutos atrás
Redação
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Leonardo Tristão
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Pamela Sousa
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