Brasil está entre os cinco principais mercados da Genesys no mundo

Rodrigo Marcondes, country manager da empresa, conta detalhes sobre expectativas de crescimento com a chegada do data center no país

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4:30 pm - 08 de setembro de 2022
Rodrigo Marcondes, country manager da Genesys no Brasil Rodrigo Marcondes, country manager da Genesys no Brasil

Com 20 anos de atuação no Brasil, a Genesys hoje tem o país como a maior operação da companhia na América Latina. Em entrevista ao IT Forum, Rodrigo Marcondes, country manager da Genesys no Brasil, confidencializa que o mercado brasileiro é tão relevante que está entre as cinco regiões que recebem o maior número de incentivos e investimentos.

“Não é à toa que a Genesys escolheu o Brasil para ser sua 13ª instância de cloud e a primeira na América Latina. Nós já tínhamos em outros países e havia uma discussão sobre onde seria colocada uma nova instância e conseguimos trazer para o Brasil. Isso é importante pois estávamos ‘competindo’ com alguns países da Europa e da Ásia. Esse foi um projeto de oito meses e lançado no início de agosto”, resumiu Rodrigo.

Para manter crescimentos relevantes como os 70% em cloud entre 2021 e 2022, a Genesys está focada em trabalhar com uma atuação regionalizada. O executivo explica que está certificando parceiros em diferentes regiões e contratado pessoas que trabalhem especificamente localizadas.

“Nós tínhamos um foco muito forte no eixo Rio-São Paulo. Durante muitos anos atuamos fortemente por ali, mesmo que tivesse presença em outros lugares. Esse ano, expandimos e temos focos distintos. Temos equipes trabalhando as regiões Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste”, diz Rodrigo.

Além disso, a Genesys está apostando em novas verticais com a chegada do data center no Brasil. Os órgãos do governo, por exemplo, passam a ser um potencial cliente – assim como instituições financeiras, que precisam ter todos os dados em solo nacional para atender a LGDP.

“A nossa expectativa é enorme. Não só pela expansão geográfica, que é muito relevante, mas também porque, hoje, conseguimos atender desde o cliente que está começando até grandes corporações. Essa democratização que a solução de cloud traz, quando juntamos com o potencial do mercado brasileiro, a gente tem a química perfeita para transformar o Brasil na região número 1”, comenta Rodrigo.

As pequenas empresas, inclusive, têm um grande universo para ser explorado. Segundo Rodrigo, poderão ser trabalhadas desde as startups, que já nascem com o DNA de inovação e cliente no centro, até aquelas empresas mais antigas, mas que entenderam que a transformação digital é um caminho sem volta.

“Transformação digital caminha de mão dada com experiência do cliente. É impossível entregar uma experiência do cliente satisfatória sem ter os componentes de tecnologia e digital conectados a uma estratégia. Essas duas coisas estão intimamente ligadas e as empresas brasileiras começaram ou aceleraram esses processos”, frisa Rodrigo.

Essa mudança ocorre, ainda, dentro das companhias. Ela precisa acontecer em todas as áreas, mas vir principalmente dos executivos. “Eu também tenho visto a experiência do cliente e essa transformação digital na agenda dos CEOs. Muitas empresas criaram áreas de experiência do cliente e muitas delas conectadas diretamente ao CEO. Isso é essencial, pois o cliente tem o poder de fazer a empresa crescer ou desaparecer”, finaliza Rodrigo.

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