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Investimento em insurtechs cai 35% mundialmente

Estudo divulgado recentemente pelo Boston Consulting Group (BCG) revelou que o setor de insurtechs (empresas que oferecem tecnologia aplicada ao setor de seguros) enfrentou desaceleração significativa em 2023, atingindo os menores níveis de investimento em cinco anos. Foram US$ 4,9 bilhões, queda de 35% em relação a 2022 (ano que, aliás, já demonstrava sinais de declínio).

Isso se deve, segundo a consultoria, ao “ambiente econômico global desafiador, marcado por pressões inflacionárias, aumento das taxas de juros e desafios internos no setor”. No entanto, diz o BCG, a América Latina foi a região que mais cresceu entre 2019 e 2023, atingindo crescimento anual médio composto de 58% devido aos investimentos em empresas de P&C (Property & Casualty) sediadas no Brasil, e outras focadas em saúde no Chile.

“Em um mercado cada vez mais consolidado, parece haver interesse de investidores em empresas que tentam criar uma certa disrupção por meio da inovação e da agilidade. Muitas seguradoras também começam a ver as insurtechs como potenciais alvo de aquisição”, explica Rodrigo Maranhão, diretor executivo e sócio sênior do BCG.

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Outro ponto destacado pelo estudo é o papel crescente da inteligência artificial (IA) no setor de insurtechs. Empresas que adotam tecnologias como inteligência artificial generativa (GenAI) estão despertando um aumento no interesse de investidores.

Segundo o BCG, em média, as insurtechs alimentadas por IA receberam 65% do capital total investido nos últimos cinco anos. Embora a contagem de negócios tenha diminuído de 2019 para 2022 em 18 pontos percentuais. Em 2023 foi registrado aumento de quatro pontos percentuais, sinalizando confiança renovada dos investidores, diz o BCG.

“Este aumento reflete um reconhecimento mais amplo da GenAI pela indústria como uma força transformadora para a cadeia de valor dos seguros. Tanto é que várias insurtechs estabelecidas anunciaram o lançamento de funcionalidades impulsionadas por essa tecnologia, melhorando seus portfólios de produtos e se destacando perante os demais competidores do mercado”, diz Maranhão.

O estudo completo pode ser baixado, em inglês, no site do BCG.

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