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A construção ideal de projetos em tempos de crise

Atualmente, com a recuperação empresarial e retomada gradual das atividades, é comum encontramos desafios internos condizentes com o quadro de instabilidade e crise econômica que o país está passando. Esse cenário acaba se refletindo em ações orientadas ao imediatismo, e de pouco embasamento técnico. Quando pensamos em gerenciamento e execução de projetos, mesmo em tempos de crise, características como essas não só prejudicam a perspectiva estratégica corporativa, como dificultam a produtividade dos profissionais envolvidos na parte operacional.

Nesse sentido, o caminho mais seguro e recomendável na construção de um projeto em tempos de crise deve ter como grande exemplo um planejamento conciso, que considere a adoção de medidas ágeis e alinhadas por um plano de comunicação consolidado. Deste modo, projeções de melhoria, contingenciamento e reinvenção podem apresentar muito mais possibilidades de se concretizar com a tomada de decisões que utilizem como base análises criadas por meio do uso inteligente da tecnologia.

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Digo isso porque a tecnologia proporciona meios de se transformar a realidade operacional de uma empresa, agregando valor em todas as etapas do desenvolvimento e durante a realização de um projeto. Em outros tempos, era comum centralizar a organização de documentos e informações em sistemas manuais, ocupando o tempo hábil de profissionais que poderia ser mais bem aproveitado.

Hoje, o desenvolvimento de soluções automatizadas possibilita a otimização de etapas críticas para o sucesso de um projeto, desde o acompanhamento em tempo real à detecção de falhas nos métodos escolhidos. Além disso, a inovação também modifica a forma como a organização lida com seus dados, sendo capaz de transformá-los em objetos analíticos valiosos para a tomada de decisão e o próprio planejamento estratégico.

Aspecto psicológico e a adequação ao momento atual

Quando pensamos em um período de crise, como a que vivenciamos no momento atual, ocasionada por conta da pandemia do novo coronavírus, urgência e reatividade acabam se tornando palavras de ordem no ambiente de trabalho das organizações. No entanto, todo esse sentimento de pressão dentro da empresa acaba se alastrando entre as equipes e prejudicando a visão de todos sobre como se comportar diante a um cenário tão delicado. Pensando nesse ponto de atenção, o responsável pelo gerenciamento e gestão dos projetos precisa empregar uma abordagem transparente, realizando mapeamentos de oportunidades de ganhos, bem como o direcionamento de profissionais de acordo com suas maiores aptidões, respeitando as particularidades de cada um.

As lideranças corporativas são fundamentais para que etapas indispensáveis na construção de um projeto não acabem sendo deixadas de lado. Reavaliar prioridades, inovar e potencializar a eficiência são algumas práticas levantadas com recorrência quando o assunto é adaptar a gerência de projetos à complexidade externa. Sempre pautado por valores de ética e integridade, o gestor é o primeiro que deve compreender a relevância de se extrair aprendizados durante a execução de um projeto. Dessa forma, torna-se possível a estruturação de uma cultura interna blindada, ou seja, preparada para enfrentar situações adversas.

Nos últimos anos, por exemplo, a figura do gerente de projetos tem passado por uma mudança extremamente bem-vinda. Não é apenas sobre oferecer conhecimentos em técnicas e ferramentas para a composição de cronogramas e orçamentos, claro, essas são etapas igualmente importantes. Mas trata-se de um cargo em que agregar experiência, transmitir conhecimento e tomar atitudes voltadas para a aplicação prática do planejamento tornam-se obrigatórias para que o ciclo operacional ocorra dentro da normalidade, sem surpresas indesejadas.

Por fim, encerro o artigo destacando a importância de se classificar o gerenciamento de projetos com a devida abrangência. Às vezes, detalhes aparentemente secundários fazem a diferença para a conquista de resultados satisfatórios. Esse modo de pensar se relaciona com o tema discutido e abre portas para oportunidades de se amenizar o impacto externo sobre a execução das atividades e o engajamento dos profissionais.

 

*Ana Luiza Milan é cofundadora e Head de Projetos na Receiv, plataforma inteligente de contas a receber. Psicóloga, com especialização em Administração de Recursos Humanos.

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