Não há segurança sem pessoas, processos e tecnologias

Especialista recomenda cinco ações para o uso correto deste tripé

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8:36 am - 23 de setembro de 2014

Um dos maiores e principais desafios dos profissionais que cuidam da
Segurança da Informação nas empresas é o de garantir que nenhuma ocorrência
deixe de receber a devida resposta, no momento em que ela acontece.

No entanto, o monitoramento efetivo, a identificação dos incidentes e a
velocidade nas respostas vêm sendo um dos maiores gaps de boa parte dos planos
de respostas a incidentes colocados em prática atualmente. Um dos maiores erros
é não levar em conta o tripé: pessoas, processos e tecnologias.

Esta é a avaliação do especialista em Segurança da Informação e diretor da
Strong Security Brasil, Dario Caraponale, que orienta as empresas a levarem
estes três aspectos em conjunto e não separadamente, como geralmente
acontece. 

“Não adianta ter as melhores ferramentas e tecnologias se a gestão dos
processos e pessoas não for levada em conta e colocada no topo das prioridades.
As ações não devem ser baseadas em ‘apagar incêndios’, para que as equipes
corram desesperadamente para corrigirem os erros”, alerta.

O especialista sugere as seguintes cinco ações para os profissionais
responsáveis pela área de Segurança da Informação:

1 – Definir política de Segurança da Informação alinhada com a Norma
ISO/IEC 27000 

Muitas empresas passam anos elaborando políticas de Segurança da Informação que
dificilmente conseguem ser implementadas, já que estão em desconexão com a
cultura da empresa e objetivos de Negócio. 

Isso acontece também porque a capacidade de investimento da empresa em
suportar a implementação desta política não foi levada em consideração;

2- Implementar Sistema de Gestão da Segurança da Informação (SGSI) 
Para a implantação deste sistema de gestão deve usar a abordagem da Norma
ISO/IEC 27000, ou seja, o modelo conhecido como PDCA (Plan-Check-do-Act);

3- Manter de forma sistemática todos os processos e procedimentos 
Eles são necessários para controlar a efetiva implementação e monitoramento da
política de Segurança da Informação. Nesta área, não basta apenas implementar
controles. Estes devem necessariamente gerar evidências da sua existência e ser
realizados de forma sistemática;

4- Realizar planos de educação e conscientização dos usuários 
Todos devem conhecer bem a política de segurança, assim como nos processos e
procedimentos a serem implementados. 

Um dos elos mais fraco da corrente em um processo ou procedimento envolvendo
Segurança da Informação são pessoas. Sendo assim, treinar, treinar e treinar
nunca é demais;

5- Investimentos em um Security Operations Center (SOC)
O Centro de Operações de Segurança reúne uma série de procedimentos e de
detecção e reação a incidentes de segurança. O SOC envolve cinco operações
proativas: geração de eventos de segurança, coleta, análise e armazenamento de
informações, e reação aos incidentes;

Este conjunto básico de ações deve ser mantido em operação 24 horas por dia
com a utilização de ferramentas tecnológicas avançadas e adequadas. Além de
garantir uma segurança da informação efetiva, o SOC permite otimizar os
recursos – pessoal e infraestrutura – e garantir os melhores resultados de ROI
(retorno dos investimentos).

“Somente assim será possível avançar rumo à uma Segurança da Informação com
resultados positivos com indicadores e retorno dos investimentos, independente
das ferramentas utilizadas”, afirma o especialista.

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