Não deixe que BYOD signifique “traga o seu próprio desastre”
CIO da GS4 alerta para a necessidade de uma mudança cultural para que o departamento de TI torne-se num facilitador da mobilidade e não um obstáculo

O CIO da GS4 Risk Management, Tim Grieveson, adverte para o risco de o significado de BYOD para a organização vir a ser “trazer o seu próprio desastre” (“bringing your own disaster”), se um gestor de TI não pensar cuidadosamente sobre as armadilhas de uma estratégia de mobilidade.
O responsável da empresa de gestão de risco supervisiona 11 mil pessoas ‒ alguma das quais ex-membros de forças especiais que trabalham em ambientes hostis como o Iraque e o Afeganistão.
“A mobilidade é extremamente importante, mas vai além do dispositivo utilizado. Envolve os dados e a possibilidade de serem acessados no dispositivo, lugar e hora mais apropriada ao desempenho do trabalho de seu usuário”, disse Grieveson.
“As pessoas referem-se ao BYOD como ‘traga o seu próprio dispositivo’, mas eu vejo-o mais como “traga o seu próprio desastre”, quando não se pensa previamente nas consequências de uma política de uso mal formulada”, afirma. Segundo ele, tentar uma abordagem agnóstica de mobilidade face aos dispositivos, para a sua operação na G4S,é tão importante quanto transportar tanto bens de alto valor no Iraque e no Afeganistão, como pessoas, veículos ou informações confidenciais.
“Tradicionalmente na indústria de segurança temos sido muito bons em dizer não”, admite. Mas Grieveson acredita que este tipo de atitude é capaz de levar ao desenvolvimento de Shadow IT nas organizações.
“Tem que haver uma mudança cultural no ecossistema da organização. Agora vamos olhar para a maneira de ativar um dispositivo, em vez de desativá-lo”. Para o responsável, mais importante do que o dispositivo em si, é a necessidade de garantir energia e banda larga para os mesmo, onde quer que estejam.
