Na era do compartilhamento, toda informação gera um dado e estratégia para empresas

Desde o surgimento dos smartphones, nosso dia a dia está cada vez mais digital. Praticamente tudo o que fazemos está conectado com a internet, seja no trânsito, em sites de relacionamento, supermercados, entre muitos outros serviços. Agora, você sabia que toda navegação gera dados, os quais são coletados por empresas para análise de comportamento?

Após alguns casos de vazamento de dados, como o ocorrido com a Uber no fim de 2016, em que informações de 57 milhões de usuários (nome, email, telefone) e motoristas (nome, número do cartão) foram expostas, o sinal de alerta despertou a atenção em muitos consumidores, que passaram a se preocupar com os dados pessoais armazenados pelas empresas, e tendo sempre algum tipo de receio, como:

> Tenho medo que descubram meus dados pessoais e realizem transações bancárias não autorizadas;

> Acho os anúncios meio assustadores, pois eles sabem o que eu vi e busquei;

> As empresas estão ganhando dinheiro com meus dados. E eu, como fico?

> Não quero que minhas informações, buscas e conversas sejam vistas por outras pessoas.

Pensando nisso, Ariane Maia, diretora da A² BI, empresa de gestão de dados, preparou algumas dicas para o bom uso da internet.

  • Liste os principais sites e redes sociais que está cadastrado e revisite os termos de uso: é um processo chato, mas permite entender as autorizações que já foram dadas e, eventualmente, liberar apenas o que faz sentido;
  • Descubra como seus dados básicos estão na internet – faça uma busca do seu nome e veja os resultados. Utilize aspas para ter resultados mais completos. Exemplo: “José dos Santos Silva”;
  • Cuidado com links e brincadeiras tipo ‘Quiz’ – comum nas redes sociais, eles podem ser artimanhas para captura dados. Inclusive, é possível descobrir o que o Google e o Facebook têm de informações do usuário logado. Saiba como: Google; Facebook.
  • Quando falamos em smartphones, a atenção deve ser redobrada, pois a instalação de apps pode liberar permissões sem sentido para o serviço que será disponibilizado. Com isso, é preciso prestar atenção às liberações que são pedidas ao instalar novos apps e conferir se fazem sentido. Por exemplo, uma lanterna não precisa saber sua localização geográfica.
  • Saber como seus dados poderão ser aproveitados pelas empresas é vital para que se use as novas tecnologias sem medo e da melhor forma possível.

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