Na briga da mobilidade, tablets e smartphones são os vencedores

São dois movimentos que norteiam a forma como interagimos com as informações. O primeiro: as novas gerações, que consomem conteúdo por meio de tablets e smartphones e entram no mercado de trabalho sem apego aos notebooks e desktops. Na outra ponta, celulares inteligentes ficam maiores e com mais capacidade computacional e os híbridos tentam criar a flexibilidade do tablet com a produtividade do computador convencional. A pergunta que fica para o futuro próximo é: qual dispositivo será o carro chefe para o mercado corporativo?
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Cada um, obviamente, tem seu ponto de apoio. Há quem não consiga digitar num tablet tão rapidamente quanto faz num notebook, assim como existem pessoas que dispensam qualquer coisa que não seja um smartphone com uma tela grande ? um phablet, por assim dizer.
Cezar Taurion, evangelista e gerente de novas tecnologias da IBM Brasil, acredita que o atual momento é de indefinição, devido às transformações que aconteceram e vão acontecer em curtíssimo espaço de tempo. Porém, para ele, os tablets e os smartphones serão os vencedores da corrida armamentista da mobilidade nas empresas. ?É um fato, repetido diversas vezes durante os últimos anos: as novas gerações interagem com telas sensíveis ao toque, e estão levando essa demanda para dentro das empresas, e assim se desenhará o futuro?, avalia. ?Essa interface de teclado e mouse é da geração antiga.?
Segundo dados da IDC, até o final de 2016 a produção combinada de notebooks e desktops será menor que a de tablets, sendo os smartphones os campeões desta equação. Como observado na primeira reportagem deste especial sobre os equipamentos que surgiram como intermediário de computadores e celulares, a consumerização ainda é o caminho dos tablets para o mercado corporativo. Os smartphones touchscreen ganharam adesão quase orgânica nas empresas, principalmente direcionado pelo iPhone e devices da linha Galaxy, da Samsung.
Ainda com informações da IDC, em 2017, 87% do mercado de dispositivos inteligentes conectados em todo o mundo será tablets e smartphones, com PCs (desktop e laptop), sendo 13% do mercado, conforme mostrado na tabela abaixo:

?Eu diria que até o final da década nós pouco usaremos notebooks e desktops dentro das empresas, sendo os tablets e smartphones os responsáveis pela interação do dia a dia, se tornando objetos de trabalho?, diz Taurion, que acredita que os híbridos são uma interface que cria a transição do analógico para o touchscreen, e por isso tem prazo temporário de vida no mercado.
Hoje, no Brasil, a IDC afirma que 18% das vendas de tablets foram para empresas. Já a Forrester acredita que mundialmente apenas em 2017 essa mesma porcentagem representará o número de vendas de tablets para organizações ? ou seja, mais um dado que comprova que a consumerização foi um dos movimentos mais ferozes para as companhias. Veja a previsão da Forrester:

Sergio Lozinsky, fundador da SLozinsky Consultoria de Negócios, compartilha da visão de Taurion quanto ao futuro da mobilidade dentro das empresas, dando maior destaque aos smartphones que, para ele, certamente causaram a maior ruptura de mercado. Para ele, a próxima grande virada no mundo da tecnologia acontecerá com a consolidação dos smartphones e tablets no mercado corporativo, o que irá incentivar uma nova onda de soluções e gestores. “Certamente, tudo começou com o lançamento do iPhone, em 2007, e o prazo para uma nova mudança no jogo é indeterminado”, finaliza.
Saiba mais – Especial Tablets:
PARTE 1 – Consumerização ainda é o caminho dos tablets para o mercado corporativo
PARTE 2 – Oportunidade dos tablets está nos serviços
PARTE 4 – Como fazer negócio em mobilidade?
