Mozilla anuncia smartphone com Firefox OS para desenvolvedores

Na preparação para a chegada do Firefox OS neste ano, a Mozilla anunciou a disponibilidade do preview do telefone para desenvolvedores do sistema operacional. Os dispositivos, direcionados para programadores com foco em desenvolvimento web, devem ficar disponíveis em fevereiro. Não foram detalhados preços e ainda há como fazer reservas do produto.
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O dispositivo preview está em desenvolvimento na Geeksphone, empresa baseada em Madrid (Espanha), em parceria com a Telefonica, uma das sete operadoras internacionais que expressaram suporte público ao sistema operacional da companhia. As outras são Deutsche Telekom, Etisalat, Smart, Sprint, Telecom Italia e Telenor.
O telefone virá com processador Qualcomm Snapdragon S1 1-Ghz CPU, uma tela de 3,5 polegadas com capacidade multitoque, câmera de 3MP, 4 GB de ROM, 512 MB RAM, entrada microSD, suporte Wi-Fi, sensores de luz e proximidade, acelerômetro e GPS. O produto vem destravado, então atende a qualquer cartão SIM.
Essas especificações não são parecidas com os smartphones top de linha atuais, mas há um ponto: a Mozilla quer evitar competir diretamente com Apple e Google focando em clientes potenciais em mercados emergentes que ainda não tenham se comprometido com uma plataforma específica.
O Firefox será um sistema operacional baseado em padrões web. Além de rodar aplicações já existentes através do navegador Firefox, permitirá que desenvolvedores criem apps móveis instaláveis, disponíveis na Firefox Marketplace, que podem interagir com o hardware, fazer ligações, enviar mensagens de texto ou acessar dados de GPS, por exemplo.
Para ajudar a encorajar desenvolvedores de aplicativos a apostar sistema, a Mozilla vai, ao fim deste mês, fazer o Firefox OS App Days, uma série de eventos focando atenção em sua nova plataforma, assim como Google faz com o Project Glass (projeto do Óculos do Google, ou Google Glasses).
Stomy Peters, diretor de websites e de relações com desenvolvedores da Mozilla, explicou em um post de blog que razão inicial para programadores apostarem na plataforma é manter a web aberta, pela simplicidade de lidar com apenas um familiar padrão de tecnologia, e para se libertar de um ecossistema controlado por um fabricante.
Essa mensagem certamente soa razoável para idealistas. Mas resta saber quão bem vai ecoar entre desenvolvedores móveis voltados ao mercado comercial, que já abriram mão de sua liberdade para poder acessar usuários iOS ou então, àqueles que têm um pouco mais de autonomia com o regime mais relaxado do Android.
Para complicar ainda mais, a Mozilla pode esperar pela competição de outros sistemas operacionais móveis abertos, incluindo Ubuntu, da Canonical, e Tizen, amparado por Intel e Samsung, assumindo, claro, que as operadoras vão apostar neles.
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