Microsoft lança estratégia de cidades inteligentes

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9:00 am - 18 de março de 2014

A população migra para as cidades. A concentração urbana traz desafios enormes. Traz, também, uma oportunidade para a indústria de TI estimada em 20 bilhões de dólares em 2020 (superando 100 bilhões de dólares em 2050). Nos últimos anos, diversos provedores lançaram estratégia para abocanhar sua fatia nesse mercado. A mais recente a ingressar nesse jogo é a Microsoft.

A companhia apresentou na quarta-feira (10/07), em sua conferência global para parceiros (WPC), em Houston (EUA), uma iniciativa batizada de CityNext. ?Temos trabalhado com cidades ao longo de décadas, mas creio que agora, mais do que nunca, os governos buscam economizar recursos e fazer mais com menor?, pontua Laura Ipsen, vice-presidente global da fabricante para o setor público.

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?CityNext, para nós, é colocar as pessoas em primeiro lugar. Enquanto muitas empresas focam seus esforços na construção de uma infraestrutura tecnológica e outras em cobertura por banda larga; nós direcionamos os esforços para questões da capacidade humana de forma a construir uma gama de habilidades tecnológicas para serviços públicos?, acrescenta.

Três pilares apoiam a estratégia: trabalhar com governos para transformar operações e infraestrutura; engajar cidadãos, líderes de governo e iniciativa privada; e acelerar inovação e oportunidades, muito com base na capacidade de soluções em nuvem. A ideia reside em endereçar soluções atacando problemas vinculados a administração do Estado como questões de saúde, transporte, segurança, energia, educação, infraestrutura, cultura e administração.

A iniciativa contempla uma gama ampla de programas da Microsoft, engajando desde iniciativas como BizSpark, YouthSpark e DreamSpark, passando pela variedade do portfólio tecnológico da empresa e culminando em programas mais formais de parcerias. ?Acreditamos que nossa plataforma, através de nosso ecossistema de aliados, pode contribuir para acelerar inovação nas cidades?. A ideia é, primeiramente, trabalhar com canais locais para oferta dessas soluções e ver a possibilidade de que as soluções ganhem escala.

Durante quase duas décadas, Laura esteve envolvida em projetos de governo na Cisco. A provedora de rede, assim como APC Schneider, Enterasys, IBM, por exemplo, também roda uma estratégia de cidades inteligentes. Questionada sobre competição com esses players, ela diz acreditar mais em colaboração com esses players.

Em países como o Brasil ? com uma infraestrutura capenga e políticos ?não tão bem intencionados quanto ao uso do recurso público? ?, há o desafio de trabalhar com líderes certos e conseguir a transparência necessária quanto aos objetivos traçados. ?É preciso mostrar como o investimento em tecnologia pode fazer bem para a cidade e a população. Provendo as oportunidades certas, as pessoas tomarão as decisões acertadas.?

Em sua opinião, o processo consiste em uma jornada e, se tudo correr bem, em 50 anos provavelmente não estaremos mais falando de cidades inteligentes porque elas, provavelmente já o serão. ?Pelo menos é o que espero?, diz. Ocorre que a tecnologia evoluiu bastante na última década e o momento é de aplicar esses recursos para, finalmente, melhorar a vida dos cidadãos. ?A questão não é mais sobre TI, mas como TI é aplicada por empresas, governos e pessoas. Tecnologia é algo ótimo, mas o importante é o que entrega para a sociedade?.

*O jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da Microsoft.

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