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Microsoft, Cisco, Oracle, AMD e Intel suspendem operações comerciais na Rússia

Grandes empresas de tecnologia estão suspendendo suas vendas de produtos e serviços na Rússia e no país aliado Belarus. Algumas estão até mesmo fechando escritórios temporariamente. A medida adotada é uma reação formal à invasão russa na Ucrânia. Microsoft, Cisco, Oracle, AMD e Intel estão entre as mais recentes companhias a anunciarem o bloqueio.

“Como o resto do mundo, estamos horrorizados, indignados e entristecidos pelas imagens e informações que nos chegam da guerra na Ucrânia e condenamos essa invasão injustificada, não provocada e ilegal da Rússia”, disse Brad Smith, presidente da Microsoft, em comunicado.

A empresa também destacou que tem ajudado a Ucrânia a se proteger de ciberataques russos.

Leia também: Guerra entre Rússia e Ucrânia deflagra onda de ciberataques

Em carta enviada à equipe nessa quinta-feira (3), o CEO da Cisco, Chuck Robbins, disse estar interrompendo todas as operações comerciais na Rússia e em Belarus. “A Cisco […] continuará se concentrando em apoiar nossos funcionários, clientes e parceiros ucranianos, fornecendo ajuda humanitária e acelerando nossos esforços para proteger organizações na Ucrânia de ameaças cibernéticas. Estamos com a Ucrânia e condenamos esta guerra injustificada”, escreveu Robbins.

Na quarta-feira (2), a Oracle anunciou que interrompeu suas operações na Rússia. “Em nome dos 150 mil funcionários da Oracle em todo o mundo e em apoio ao governo eleito da Ucrânia e ao povo da Ucrânia, a Oracle Corporation já suspendeu todas as operações na Federação Russa”, comunicou a companhia.

A AMD também anunciou a suspensão de vendas e distribuição de produtos, assim como a Intel.

“A Intel condena a invasão da Ucrânia pela Rússia e suspendemos todos os envios para clientes tanto na Rússia, como em Belarus. Nossos pensamentos estão com todos que foram impactados por essa guerra, incluindo as pessoas da Ucrânia e países vizinhos e todos aqueles pelo mundo com família, amigos e amados na região”.

A fabricante também afirmou ter levantado US$ 1,2 milhão de doações de funcionários e campanhas para doar às vítimas da guerra.

Outras gigantes de tecnologia têm apertado o cerco contra a Rússia. A Apple parou de vender iPhones e tablets no país, enquanto o Google bloqueou a monetização de sites, aplicativos e canais no YouTube da imprensa estatal russa.

Leia também: Ataques cibernéticos ao governo e ao setor militar da Ucrânia crescem 196% após conflito

O Facebook também passou a impedir a monetização de conteúdos de páginas estatais russas por conta da divulgação de informações falsas. Da mesma forma, proibiu a mídia estatal de veicular anúncios na plataforma em qualquer lugar do mundo. No domingo (27), a companhia afirmou que seu time de segurança derrubou uma rede de perfis falsos que espalhava fake news contra a Ucrânia.

Na quarta-feira (2), o Spotify anunciou que o seu escritório na Rússia ficará fechado por tempo indeterminado. No mesmo dia, o PayPal afirmou que deixou de aceitar novos usuários na Rússia.

Na quinta-feira (3), o presidente-executivo do Airbnb, Brian Chesky, informou por meio de sua conta no Twitter que a empresa está suspendendo suas atividades na Rússia e também em Belarus.

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