Menos customização, mais serviços

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11:00 am - 21 de junho de 2013

Há alguns anos, a palavra da ordem para os CIOs era customização. Encontrar soluções no mercado desenhadas na medida exata para o negócio era tido como diferencial competitivo, um dos mecanismos para aproximar a TI da estratégia administrativa. Com o crescimento do país nos últimos três anos e o cenário econômico do mercado mundial, alguns especialistas sugerem utilizar a personalização da tecnologia apenas em detalhes estratégicos, lançando mão de soluções prontas no mercado.

?O intervalo para as novidades do mercado chegarem ao país está diminuindo. As áreas de TI e telecomunicações cresceram aceleradamente nos últimos anos, e não há como inovar e acompanhar a inovação se não pensarmos em padronizar produtos e investir em serviços, como qualquer mercado maduro?, expõe o gerente de pesquisa e consultoria enterprise da IDC, Anderson Baldin Figueiredo. Conforme números da consultoria, em termos de receita, o Brasil saltou da sétima para a quarta colocação no mercado de TICs em um ano e meio, responsável por US$ 169 bilhões ao fim de 2012. Estamos à frente de outros países emergentes, como Índia, Rússia e África do Sul. Assim, o mercado de outsourcing já é responsável por 45% da receita do mercado brasileiro de serviços de TI.

Para o diretor de negócios de indústria e serviços da integradora de sistemas Cast, Evandro Ávila, as equipes de TI precisam ser munidas de informação em tempo real para que o CIO tenha controle do negócio e atue, de fato, com papel de gestor executivo junto à administração. ?Da perspectiva de quem presta o serviço de TI, essa demanda é importante. Mais que um dashboard e relatórios, o CIO deve ser atendido por informações em tempo real e diagnóstico do cenário naquele momento?, expõe.

Para ele, para se alcançar este cenário ideal, é importante a confiança no fechamento de um contrato para que a prestadora conheça de fato os objetivos de negócio e as diretrizes administradas pela TI. ?Não é à toa que as desenvolvedoras de softwares caminham para provedoras de plataforma?, explica o especialista. Assim, cada equipe de TI personaliza internamente projetos específicos e estratégicos, que serão posteriormente integrados às soluções já implantadas e sistemas legados. “Esperamos que o CIO fique com os sistemas relacionados ao core do negócio. O back office virá de pacotes, enquanto sistemas periféricos serão direcionados para a nuvem, como software como serviço”, expõe Figueiredo. Este seria, portanto, o cenário híbrido construído com a maturidade das organizações.

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