Máquinas conectadas tomarão empregos humanos daqui a sete anos, prevê Gartner

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6:42 pm - 10 de outubro de 2013

Máquinas conectadas, ou ?smart machines?, capazes de absorver milhões de postos médios de trabalho nos próximos 15 anos, não passam de uma ?fantasia futurística?. É o que pensam 60% dos CEOs consultados pelo Gartner em recente levantamento. A consultoria, contudo, alerta que esses equipamentos terão um impacto profundo nos negócios em apenas sete anos.

?A maioria dos líderes subestimam o potencial de smart machines de tomarem o lugar de milhões de empregos da classe média nas próximas décadas?, diz o diretor de pesquisa do Gartner, Kennet Brant. ?A destruição dos empregos acontecerá em um ritmo mais rápido, com a eliminação de vagas por máquinas surpreendendo a habilidade do mercado de criar novas posições de valor?, completa.

Para isso, CIOs precisam mudar a sua missão de endereçar a proliferação de smart machines em uma vasta gama de posições e considerar o impacto que essa tendência pode ter em seus caminhos corporativos e também no aumento das taxas de desemprego. É o que aconselha a pesquisa, que sublinha a evolução dos devices de desempenhar tarefas automáticas e mecânicas para sistemas capazes de ?aprender?, assim como o cérebro humano.

E CEOs estão falhando em identificar isso. ?Na verdade, até hoje, há um mercado multifacetado para engenhar uma ?força de trabalho digital?, suportada pelos principais players tanto do lado da demanda, quanto do fornecimento?, diz Brant. Ainda de acordo com a consultoria, o impacto será tanto que as empresas que não começarem a desenvolver programas e políticas para essa força de trabalho digital até 2015 não serão capazes de atingir alta produtividade e margens de lucro operacionais em 2020.

Como resultado direto, as carreiras dos CIOs que não abordarem iniciativas digitais com seus pares no C-level até em 2015 devem começar a desaparecer em 2023. ?Vale lembrar que o custo da TI é tipicamente 4% da receita anual, ao passo que custos de trabalho que podem ser racionalizados por máquinas inteligentes representam como 40% das receitas em alguns conhecimentos de indústria de serviços “, completa Brant.

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