Maioria dos ciberataques mira área financeira das empresas

Dados da pesquisa “Segurança Cibernética“, realizada pelo departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), indicam que 59% dos ataques virtuais visam as finanças das empresas, sendo que mais de 60% ocorrem em indústrias de pequeno e médio portes. Já nas companhias de grande porte, 46,2% dos ataques têm como alvo informações sigilosas.
Para chegar a essa conclusão foram ouvidas, de 12 de janeiro e 2 de fevereiro de 2015, 435 indústrias do Estado de São Paulo, sendo grande parte delas micro e pequenos negócios.
O levantamento indica ainda que enquanto 96,4% das companhias apostam na instalação de antivírus para prevenir ameaças virtuais, 40,1% investem em aplicação de normas internas e apenas 21,2% oferecem treinamento aos funcionários diretamente ligados com o uso da internet.
Além disso, a falta de identificação das ameaças também é um desafio a ser vencido. Entre as organizações participantes do estudo, 23,5% não sabem se houve ataques, sendo que 19,5% são de grande porte – que deveriam ter programas maduros de proteção.
A pesquisa aponta que cuidados básicos podem ajudar no combate a fraudes e outras ameaças virtuais, mas eles são esquecidos na rotina das empresas. Mais de 53% não exigem que funcionários troquem a senha periodicamente e 47% não monitoram os e-mails transmitidos pelo pessoal – o que aumenta o risco de ataques e invasão a ambientes restritos.
Uma das tendências mundiais é o armazenamento de dados e informações em nuvem, mas, de acordo com a pesquisa do Deseg, 70% das empresas não utilizam esse recurso, “que apesar de oferecer vantagens e redução de custos pode representar riscos”, indica a pesquisa.
