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Os livros que ajudaram executivos a liderar durante a pandemia

Por Tiago Alcantara

2020 foi um ano difícil. Não há dúvidas de que a necessidade de isolamento e as preocupações com o futuro fizeram muitos profissionais buscarem por respostas. Sabemos que não há “respostas prontas” para carreiras ou empresas. No entanto, é sempre possível buscar em experiências passadas para criar o futuro. E os livros são uma boa forma de aprender ou refrescar conhecimentos, especialmente enquanto ainda estamos passando pela pandemia.

Leia também: Como empresas utilizam CX como diferencial corporativo

Confira os livros indicados por alguns dos C-Levels entrevistados pelo IT Forum recentemente. Durante todo o mês esta matéria será atualizada com novas indicações em sugestões de executivos de diversas áreas. Boa leitura!

 

A Loja de Tudo. Jeff Bezos e a Era da Amazon

Gustavo Caetano, CEO da Sambatech e Sambadigital

“Eu gosto mundo do livro A Loja de Tudo, do Brad Stone, que conta a história da Amazon desde o começo. Jeff Bezos é brilhante, a gente não pode negar que a Amazon é uma empresa brilhante. Mas, pelo seu brilhantismo, ela acaba sendo uma empresa destruidora de ecossistemas. No mercado de livros que era onde eu estava*, a gente viu um estudo que em todos os mercados do mundo onde a Amazon entrou, ela quebrou todas as livrarias. Não tem jeito de competir, porque eles competem de um jeito sangrento. É por preço, sempre. E ela sempre é mais barata. Qualquer negócio que é genérico, vai perder sempre [da Amazon]. Aprender a história dele é importante para entender isso. O Jeff Bezos dominou tanto esse mercado que eu preciso entender qual a estratégia dele para fazer o contrário, para me diferenciar no nicho. Porque bater de frente com o gigante, é uma briga para poucos.”

* Caetano foi Membro do comitê de inovação da Saraiva SA

 

Remote – Office not required

André Petenussi, CTO da Localiza

Um dos livros que indico neste ano é o Remote – Office not required, de Jason Fried & David Hansson. Eu o li em 2013, quando foi lançado, e lá atrás não acreditava na cultura que ele pregava: de que é possível o trabalho remoto. Aí este ano resolvi reler, agora com a visão de quem já estava trabalhando remotamente há mais de 7 meses e como um desafio de gerir quase 700 profissionais. Foi uma leitura riquíssima, pois nos abre a mente para uma visão muito mais aderente ao presente que vivemos e que será inevitável daqui em diante. Hoje acredito fielmente que o modelo híbrido de trabalho (presencial + remoto) será a prática mais bem-sucedida para as organizações.”

 

O Poder do Hábito

Sergio Sevileanu, especialista em telecomunicação para Digital Grids da Siemens

“Este livro de Charles Duhigg é muito interessante porque trata, de forma científica, os nossos hábitos e como podemos modificá-los. Os hábitos são mais importantes do que pensamos e influenciam muito a nossa qualidade de vida e eficiência no trabalho. Reconhecer nossos hábitos e decidir mudar os que não se encaixam no que queremos ser é muito importante. Um jogador de futebol pode treinar um tipo de jogada até ela se tornar um hábito e isso faz que o desempenho dele seja superior. Fazer home office nos deixa mais perto da geladeira e da máquina de café também e entender nossos hábitos ajuda a evitar os excessos e melhorar a nossa qualidade de vida. Este livro é bem fácil de ler e vale à pena ler mais de uma vez.”

 

Organizações exponenciais e Digital to the Core

Danilo Zimmermann, VP de TI do Grupo Dasa

“O primeiro é um livro de Salim Ismail, Michael Malone e Yuri Van Geest, que é um livro de cabeceira. Não é novo, mas quem ainda não leu, deveria. Me ajudou muito nos últimos anos. Já o Digital to the Core, do Mark Raskind e Graham Waller, foi importante recentemente e me auxiliou em como fazer, na prática, a transformação no core business.”

 

Transformando suor em ouro

Rodrigo Guercio, CEO da Lenovo Datacenter Group

“O livro que eu indico e que li durante a pandemia é o Transformando suor eu ouro, do Bernardinho e dá a noção exata do trabalho que dá montar uma estrutura campeã. Tem uma passagem interessante, que ele comenta o quanto era obcecado pelo time da Itália, que era o grande campeão, na época. O Bernardinho definiu que se eles treinavam x horas, ele ia treinar x e mais um pouco. Gosto também porque o livro é uma amostra do que é possível fazer em termos de trabalhos de excelência no Brasil.”