iPad parece mais com smartphone do que com computador, diz estudo

Quando lançado, há quase dois anos, o iPad foi categorizado como um smartphone grandão, meio esticado. Alguns arriscaram ? pelo menos ouvi isso por aí ? chamá-lo de iPhone de Itu, em uma alusão à cidade do interior paulista onde tudo é maior do que o comum. Em entrevista concedida ao IT Web, Michael Flanagan, CTO da Arieso, classificou que, em termos de consumo de dados, realmente, o produto se parece mais com um celular inteligente do que com um computador.
?Esta é uma forma interessante como o tablet é visto no âmbito de rede?, pontuou o executivo. A afirmação foi feita com base em uma pesquisa realizada pela companhia sobre consumo de dados.
Para se chegar ao resultado, a empresa avaliou o consumo de dados de 18 aparelhos, com base no do desempenho do iPhone 3G, que foi considerado como o marco zero de avaliação (esta é a mesma pesquisa mostrou que o iPhone 4S, por conta da Siri e do iCloud, é um guloso quando o assunto é o consumo de dados).
Além de smartphones, o estudo avaliou o desempenho de modens 3G, do iPad original e de sua versão 2. Para se ter uma ideia, em relação ao iPhone 3G, modens consomem 2.654% a mais em situações de uplink (envio de dados), ao passo que, quando o assunto é downlink (dados baixados), o volume é 2.432% maior. O iPad, por sua vez, fica com 173% e 230%, respectivamente, enquanto que o iPad 2 consome 261% a mais em uplink e 249% a mais em downlink.
Apenas para exemplificar, o consumo de dados downlink no caso do iPhone 4S é 276% superior ao iPhone 3G. Quando o assunto é uplink o vencedor de consumo é o HTC Desire S, com sistema operacional Android, que fica com 323% a mais do que o marco zero.
Na avaliação do especialista, o cenário só será alterado quando o produto for utilizado mais para produção de conteúdo do que para consumo, como está estabelecido hoje. Isso ocorrerá, prevê, quando mais pessoas se valerem de teclados acoplados ao produto, o que facilita a digitação nele.
?O teclado acaba por mudar a natureza da interface de usuário, tornando mais fácil compor e-mails e documentos. Pode ser a próxima onda?, previu. Mas isso, claro, não precisa vir de uma forma cartesiana, com teclados conectado via Bluetooth ou coisa parecida. O advento da tecnologia 3D sensível ao toque pode ser – palpite – o que falta para o dispositivo se assemelhar mais a um computador portátil.
Quem arrisca sugestões?
