Internet das Coisas: dispositivos conectados à web atingirão 50 bilhões em 2020

A Internet das Coisas ? termo utilizado para explicar a conexão a web por qualquer tipo de dispositivo, como carros e geladeiras ? pode fazer o número de objetos com acesso à rede mundial de computadores saltar dos atuais cinco bilhões de unidades para 50 bilhões em 2020. A previsão foi apresentada na última semana pelo empresário Thadeu Cascardo, sócio da empresa Holoscópio, em palestra realizada no 13° Fórum Internacional Software Livre (fisl13), realizado em Porto Alegre.
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?Para que isso aconteça, é necessário viabilizar o uso da rede por hardwares de pouca memória, abaixo do que os PCs tinham há quase 30 anos?, explicou.
Esses objetos, geralmente, combinam a tecnologia RFID com uma infraestrutura de rede, podendo gerar um IP e objetos identificáveis em escala global. ?Essa possibilidade permite diversos usos, como no monitoramento de trânsito, transporte público ? por meio da previsão de horários, otimização de frota e itinerário ou na chamada domótica, o controle remoto para uso doméstico, como controle de temperatura, otimização de energia, entre outros usos que vão da saúde ao gerenciamento de ativos?, ponderou.
O desafio é a busca de projetos livres para permitir esse processo, buscando maior disponibilidade no desenvolvimento de placas para a comunicação de microcontroladores. De acordo com Cascardo, algumas possibilidades aparecem com o uso do projeto Arduíno/Brasuíno, o Ben Nanonote (um micronotebook com um pequeno teclado, ainda sem o uso de Wi-Fi), já adaptado ao novo protocolo de internet, o IPv6.
?O objetivo é buscar maior interação com o mundo físico, inserindo mais portas, microprocessadores de maior porte que possam comportar GNU/Linux. Como exemplo, o empresário fez uma demonstração de acionamento de uma lâmpada LED por meio da internet, usando um clone de Arduíno ligado à porta USB de um notebook?, disse.
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