Instituições de saúde 2.0 têm maior potencial competitivo

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7:16 am - 18 de junho de 2012

Ainda que a visão não seja unicamente o lucro, os hospitais e instituições de saúde também possuem marcas no mercado. Dessa forma, é preciso que sejam utilizadas estratégicas de marketing digital para garantir destaque no setor e um relacionamento próximo com o público.

De acordo com diretor da Eken Comunicação Digital, David Reck, a melhor publicidade é a do consumidor, por isso os hospitais devem direcionar sua atenção para a criação de estratégias que encantem o paciente. ?Vivemos em um momento em que as pessoas estão cada vez mais conectadas e ávidas por informação. Uma boa iniciativa é construir soluções e aplicativos que sejam um serviço para o consumidor sobre algo que ele necessite?.

O executivo conta que os hospitais que têm o interesse de aprimorar as estratégias de marketing devem começar a estruturar um trabalho junto às redes sociais e ver onde está o seu público. ?É necessário fazer uma pesquisa de concorrência e ai reajustar os seus canais dentro da rede. Muitas instituições entram em sites de relacionamento devido às necessidades de mercado, porém não alinharam o quanto estão preparados para se expor?.

Ter uma equipe de gerenciamento de crise, um serviço de atendimento ao cliente, pessoas capacitadas para fazer relacionamento com o público são aspectos que devem ser observados antes de iniciar alguma ação de marketing. Os gestores também devem compreender que é por meio desta área que se pode se preparar para o futuro. ?Vai ser difícil concorrer com as instituições que já nascem com conceito 2.0?.

Reck conta que a proximidade com o público tem o poder de humanizar a marca e também pode servir como ferramenta estratégica para aprimorar a imagem da instituição no mercado. ?Muitas vezes podem existir consumidores que passam a ser defensores da marca. Como quem diz que já utilizou determinado serviço e gostou?.

No entanto, ele alerta que é preciso treinar a equipe de forma a divulgar as informações de maneira cuidadosa. E ressalta que o contato com o público precisa ser um canal de duas vias onde a empresa fala, mas também escuta. ?Antigamente se o cliente tinha alguma reclamação ou sugestão, ele fazia dentro do consultório, e agora pode utilizar as redes sociais?.

Ainda no âmbito do cuidado, o executivo informa que as instituições que decidirem agir de forma mais participativa em redes sociais devem ficar atentas às mensagens postadas, pois é importante que não seja divulgado conteúdo que prometa cura, se não é possível, que induza a automedicação, ou explicar os passos de um tratamento. ?Existem informação que só podem ser passadas pelos médicos e muitos textos antes de serem postados devem ser lidos por profissionais de saúde para que não haja nenhum equivoco?.

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