Implantação de ERP é dolorosa, mas marca maturidade e crescimento da Brandili

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4:10 pm - 17 de outubro de 2013

“Vamos ser realistas. A implantação de um ERP não é fácil, nem simples. Envolve muito tempo e dinheiro.” Assim que o diretor geral da Brandili, Eduardo Salvo, iniciou  a apresentação do projeto de implantação do sistema de gestão na empresa catarinense do setor têxtil e de vestuário durante o Infor On The Road, evento da companhia que aconteceu nesta quinta-feira (18/10), em São Paulo.

A Brandili é uma empresa familiar em processo de ganho de maturidade. Em 2009, a companhia montou seu plano diretor e, em paralelo, desenvolveu o plano estratégico de TI. Além desse momento delicado de mudança cultural, o setor passa por uma forte pressão de companhias chinesas e outras peculiaridades do mercado. “Hoje, a Brandili está numa faixa mediana e enfrenta pressão de lojas de varejo, que balizam o preço e expectativas do consumidor”, explicou. Na faixa alta, marcas como Hering e Malwee têm posições muito estabelecidas, enquanto outras marcas europeias visam o mercado brasileiro, com taxas de crescimento acima da média global, para expansão e sobrevivência ante a desaceleração econômica no velho continente. “Em resumo: alta competitividade”, traduziu Salvo.

O processo de escolha dos fornecedores levou mais de um ano, entre janeiro de 2010 e fevereiro de 2011, e foram 29 companhias analisadas. Antes disso, contudo, a Brandili começou mapeando os processos de negocio, que não estavam documentados. Foram 490 tarefas mapeadas. “A implantação de um ERP requer maturidade. Também tive que trocar meu gerente de TI duas vezes durante toda a implementação, pois foi difícil encontrar alguém que realmente entenda a complexidade dessa operação” contou.

Uma vez escolhido o Infor LN, sobretudo pela alta capacidade de suportar integrações e se encaixar na operação fragmentada da Brandili e ter atendimento direto pela companhia, Salvo teve que encarar ainda dois momentos difíceis – o adiamento da entrega, duas vezes. A implantação, que inicialmente levaria 15 meses, acabou levando 27 meses para ser concluída, em junho deste ano. “O negocio é dinâmico. Aparecem um monte de dificuldades não previstas. Nesse momento, a equipe da Infor foi diferenciada. Teve sensibilidade para ajudar de maneira benéfica os dois negócios”, expõe o diretor. O trabalho conjunto também foi evidenciado. “Colei meu gestor de projetos no gestor da Infor”, brincou.

Na virada de sistema, os resultados foram explícitos. Toda força de vendas já rodou integrada sem interrupção, e o faturamento apareceu apenas quatro dias depois. “Vemos cases nos quais a empresa fica dois, três meses sem faturar. E nós tínhamos 1,5 mil notas fiscais por dia”, relatou Salvo. Além disso, as engenharias foram redesenhadas e operaram sem problemas, substituindo por completo o sistema legado. “Foram 5 mil ordens de produção por semana no start, e a contabilidade realizando fechamento já no segundo mês”, comemorou.

Por fim, Salvo resumiu a importância de integração das equipes para as empresas que estão passando pelo mesmo momento, seja “do zero”, como foi o caso da Brandili, ou uma migração. “Dar intervalos de descanso para as equipes e comemorar cada conquista é fundamental. Um ERP, no fim das contas, não é simplesmente um software. É uma ferramenta complexa que depende principalmente de pessoas”, concluiu.

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