BR Serviços lança tarifa única na Internet

Detentora do provedor de Internet gratuito, BRFree, a BR Serviços e Telecomunicações lança o provedor gratuito nacional LigBR com tarifa única de R$ 0,07, preço adquirido por meio de um contrato com a Intelig.

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5:06 pm - 25 de setembro de 2001

Com anúncios na TV, que demandaram em uma semana, investimento de R$ 2,5 milhões em marketing, a BR Serviços e Telecomunicações, detentora do Internet Service Provider(ISP) gratuito BRFree, lança o primeiro provedor gratuito nacional, batizado de LigBR, com tarifa única de R$ 0,07.

Leonardo Malta Leonel, diretor-executivo da BR Serviços e Telecomunicações, informa que a tarifa única é resultado de uma negociação com a Intelig, operadora responsável pelo tráfego do provedor, que utiliza o número 023116005555. O contrato assinado tem um prazo de três anos. Segundo ele, as conversas levaram cinco meses para resultar no novo modelo de negócio.

“Esse modelo somente a Intelig poderia fazer, pois tem uma rede nova e contratos de interconexão com todas as operadoras regionais. Em relação ao preço, nossa expectativa é reduzir essa tarifa caso o modelo não apresente inadimplência”, destaca Leonel.

A expectativa é atingir 250 mil usuários durante o primeiro mês de atuação, e cerca de 2,6 milhões no primeiro ano de atividade. Leonel explica que a sua fonte de receita será baseada em publicidade e serviços como aplicações corporativas em modelo ASP (Application Service Provider).

O executivo afirma que o provedor BRFree continua, hospedado na Vésper Business, em Belo Horizonte, enquanto o LigBR é hospedado na i-Connect (antiga Global One), em São Paulo, onde as ligações serão destinadas para o acesso à Internet.

“O BRFree, que tem 480 mil usuários, sendo 6 mil pagantes, continua porque o perfil do público –alvo é diferente. O LigBr é ideal para usuários que residem em cidades que não possuem provedor e pagam interurbano pelo acesso e internautas que usam até 15 horas/mês a Web”, compara.

Leonel informa ainda que a operação do BRFree atingiu o ponto de equilíbrio em maio, eliminando assim todas as especulações de venda ou falência do provedor. “Hoje, nossa receita já está acima de 20% do custo operacional”, garante.

A receita, segundo executivo, é baseada em 60% em publicidade, 10% e-commerce e 30% serviços, incluindo o montante de 6 mil pagantes, hospedagem de Web sites e comissionamento de 32 lojas que têm link no provedor.

A idéia é a partir do próximo mês cobrar uma mensalidade fixa de cerca de R$ 500 dessas lojas, mas esse modelo ainda não está definido.

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