Banco Pactual é novo investidor da PiniWeb

O portal B2B (Business to Business) vertical da área de construção civil congrega cerca de 70 construtoras e 2400 fornecedores. PiniWeb também aposta na venda de software via Web no modelo ASP (Applicattion Service Provider).

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10:54 am - 04 de setembro de 2002

Criado em maio de 2000, o portal PiniWeb — uma iniciativa de B2B (Business to Business) voltada para a área de construção civil — contou com o suporte financeiro de investidores, como a nacional BLM Venture Capital, Janos e do Grupo Pini. Desde o ano passado, o Banco Pactual juntou-se ao grupo de acionistas.

José Pires, diretor de serviços e negócios da PiniWeb, informa que os controladores do Portal são o Banco Pactual e os grupos de investidores BLM e Janos. Mudanças de estratégia aconteceram ao longo desses dois anos.

O executivo revela que os aportes de R$ 30 milhões, previstos em 2000, não aconteceram. Os acionistas, explica Pires, perceberam que a demanda não estava preparada para as funcionalidades existentes no escopo do plano de negócios. “Foram investidos cerca de R$ 7 milhões em duas rodadas”, conta.

Dividido em três áreas de atuação, o PiniWeb oferece um canal de conteúdo em decorrência da unidade editorial do grupo Pini — o qual já tem cadastrado 37 mil usuários — outro de vendas de aplicações tecnológicas que determinou a criação de um modelo de ASP( application service provider) e o próprio comércio eletrônico.

O canal de vendas também está vinculado à unidade Pini Engenharia e Sistemas do Grupo, responsável pela comercialização de soluções específicas como o software de controle orçamentário Volare e o sistema de gestão vertical Strato, os quais foram configurados para a versão Web em formato ASP.

O comércio eletrônico ainda está restrito ao modelo de colocação de pedidos em formato de cotação eletrônica. Pires informa que a iniciativa já conecta cerca de 70 construtoras com 2400 fornecedores do setor.

“O diferencial é que o nosso sistema de pedidos e cotações, batizado de PEC, está integrado ao software de controle orçamentário. Isso permite às construtoras montar um pedido de cotação por meio do próprio orçamento da obra”, sinaliza Pires.

O executivo informa que cerca de 80% da receita de R$ 3,5 milhões está concentrada na venda de software; seguida pela área de conteúdo e comércio eletrônico.

Entre os projetos engavetados por causa do desinteresse da demanda, o executivo cita a negociação completa desde a colocação do pedido até o fechamento da compra online, além dos processos de leilão eletrônico.

“Acredito que o setor não tem resistência em relação à falência dos marketplaces verticais porque depois da queda de cerca 40 portais quem sobreviveu, como o PiniWeb, já comprovou que não é uma brincadeira”, ressalta Pires. Como concorrentes que sobreviveram ao fim da bolha Web, ele destaca os portais SuperObra, Construbid, Neogera e Estruturanet.

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