Vicom reforça estratégia para mercado corporativo

Depois de enfrentar a turbulência da crise econômica da Net, sua controladora, a Vicom reforça sua linha de atuação no mercado corporativo, através do serviço Fibranet, baseado na rede de TV a cabo.

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10:38 am - 14 de junho de 2002

Depois de enfrentar a turbulência da crise econômica da sua controladora, a Net, a Vicom reforça a sua estratégia para assegurar o seu lugar junto ao mercado corporativo.

A provedora está retomando o projeto Fibranet, que oferta serviços de voz, dados e imagens através da rede de cabo da Net. As cidades de São paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Campinas e Ribeirão Preto são as beneficiadas pela tecnologia.

O gerente de Marketing e Produtos da Vicom, Guilherme Saraiva, revela que novos contratos estão sendo fechados através do produto Fibranet. Entre eles, comemora, está o da interligação de 21 estações radiobase da TIM, operadora de telefonia móvel celular do SMP(Serviço Móvel Pessoal), nas cidades de Sorocaba e Ribeirão Preto.

"Fizemos o anúncio da fibranet na telexpo de 2001, e claro, em função do momento da Net tivemos que esperar um pouco para deslanchar o produto. Mas, agora, temos um diferencial que é chegar a casa do cliente, através da rede de cabo", destaca.

O executivo lembra que tem um diferencial em relação aos seus concorrentes diretos no produto – AT&T, MetroRed, Impsat – que é o de ter presença da rede de cabo em quase todos os bairros das grandes capitais. "Não estamos apenas no chamado filé mignon. Esse é um trunfo para abrigarmos empresas instaladas em regiões ainda não beneficiadas pelas redes de fibra ópticas", salienta o gerente de Marketing da Vicom.

Saraiva lembra que a unidade de serviços via satélite ainda é a principal fonte de receita da provedora. "O serviço pode não ser mais atraente para as grandes capitais, mas tem grande valia nas proximidades. Há muita cidade ainda sem infra-estrutura adequada de telecom", observa o executivo.

Com relação ao mercado de telecomunicações, Saraiva diz que o momento não é dos melhores, mas que há também contratos sendo fechados dentro de uma realidade mais próxima da economia brasileira.

"Como temos a capacidade de unir satélite e fibra, estamos conseguindo participar de concorrências importantes. Acabamos de fazer uma atualização tecnológica na nossa infra-estrutura satelital para apostar nossas fichas nos serviços de banda larga", finaliza.

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