IBM produzirá telescópio espacial SKA

Quando os astrônomos usarem o Square Kilometer Array (SKA) – esperado para 2024 – o grande radiotelescópio capturará um exabyte de dados brutos por dia. Isso é cerca de duas vezes mais que os dados atualmente gerados no World Wide Web por dia, mas essa carga é distribuída em mais de 20 mil sistemas de computadores autônomos que lidam com a internet.
O que é preciso para construir um único sistema de computação que leia, armazene e analise todos os dados? O Netherland Institute for Radio Astronomy, conhecido como Astron, e a IBM Research anunciaram nesta semana o “Dome”, uma colaboração de cinco anos e US$ 42 milhões para desenvolver uma arquitetura para uma plataforma extremamente rápida, mas de baixa potência.
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O SKA, que se tornará o maior e mais sensível radiotelescópio do mundo, será desenvolvido por um consórcio internacional apoiado por 20 países, incluindo Austrália, Canadá, Chile, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. O local ainda não foi escolhido, mas as opções são Austrália, Nova Zelândia ou África do Sul. A construção de milhares de antenas necessárias para completar o projeto deve ter início em 2017, assim o Dome terá tempo de construir uma arquitetura funcional.
“Entendemos que a tecnologia disponível hoje irá evoluir, então temos que pensar à frente”, explicou Ronald Luijten, gerente do centro de otimização de dados da IBM Research em Zurique.
As tecnologias atuais ou têm baixa potência, ou são muito caras ou muito lentas e de baixa escala para lidar com o desafio SKA. A potência exigida do computador será igual a milhões de PCs, e as atuais tecnologias de centro de dados não serão suficientes, já que esperam que 98% da energia seja usada para mover dados e apenas 2% para o computador funcionar. Pesquisadores acreditam que chips 3D representarão o primeiro passo para entregar a energia exigida sem uma demanda extrema de potência.
O armazenamento é outro grande desafio, já que o SKA usará um carregamento exascale e demanda de armazenamento de logo termo de 300 a 1.500 petabytes por ano.
O candidato para armazenamento rápido é o phase-change memory (PCM), uma tecnologia emergente que usa sinais elétricos para mudar as características de resistência de ligas de metal.
Mas para armazenamento de longo termo, o PCM é caro e consome muita energia, então o candidato aqui é fita. Apesar de sua imagem antiquada, a fita é a rainha em armazenamento de baixo custo.
O terceiro problema de energia e de velocidade é conectar os aspectos dos dados coletados, computados e armazenados da plataforma. O forte candidato para esse trabalho é a Nanofotônica, uma tecnologia emergente que usa a luz para transmitir sinais através de fibras de silício.
A colaboração DOME está sendo financiada em parte pelo governo holandês. Um laboratório DOME será aberto pela Astron e a IBM na cidade de Dwingeloo, na Holanda, e deverá empregar inicialmente de 30 a 50 pesquisadores e eventualmente criar de 200 a 300 empregos de suporte.
As tecnologias desenvolvidas por meio da colaboração não beneficiarão apenas o SKA; espera-se que contribua para que sejam criados centros de dados comerciais mais potentes e que gastem menos energia nas próximas décadas.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini
