HP aposta em arquitetura unificada para storage

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11:07 pm - 03 de dezembro de 2012

Reduzir complexidade não é algo que está apenas na agenda dos CIOs, cada vez mais as fabricantes buscam esse norte para entregar soluções mais adequadas aos desafios dos seus clientes. No caso da divisão de storage da HP, tal tarefa foi levada tão a sério que palavras como agilidade, redução de custo, tempo e complexidade permeiam o discurso de diversos executivos da companhia. Para mostrar ao mercado o resultado final do trabalho, a empresa reúne, ao longo desta semana, durante o HP Discover, em Frankfurt (Alemanha), nove mil pessoas – em sua maioria clientes – para apresentar o que a empresa chama de “transformação” da linha de produtos de storage.

Para o vice-presidente da divisão Enterprise da HP, trata-se que algo que acompanha um trabalho da companhia em direção à infraestrutura convergente, onde expressões como rede definida por software e data center definido por software passam a ganhar força. Mas, como resume Sean Kinsey, diretor de marketing de storage da HP, a nova linha de produtos, batizada de HP 3Par StoreServ 7000 (trazendo os modelos 7200 e 7400), tem como principais benefícios a “consolidação da arquitetura, para facilitar a gestão, e funcionalidades corporativas para os produtos que chamamos de midrange. Derrubamos essas fronteiras”

Parte desse trabalho, é possível pela padronização do uso da tecnologia 3Par. Com isso, a companhia conseguiu reduzir, e muito, a complexidade na área de storage. Como apresentou e frisou David Scott, vice-presidente da divisão de storage da fabricante, é como levar o padrão tier 1 para os modelos mais básicos, a diferença principal, entre eles, estaria na capacidade de armazenamento. “Como abraçar cloud, big data e lidar com todo o legado instalado antes das grandes tendências?”, questionou. “Chegamos a uma arquitetura totalmente diferente e que ajuda a gerir melhor e reduzir a complexidade.”

De acordo com Scott, com a nova linha, os clientes não precisarão conviver com cinco arquiteturas de storage, três para analytics e outras duas para proteção. Em termos de velocidade, a companhia garante estar muito à frente da concorrência. Apenas para comparação, a HP afirma que a linha 7000, comparada aos sistemas tradicionais, reduz em 90% o tempo gasto com gerenciamento e em 50% os requerimentos necessários. Eles dizem ainda garantir uma densidade dobrada para máquinas virtuais e flexibilidade para crescer para qualquer lado.

Big Data

No caso da explosão de dados, a HP quer entrar de vez e com um produto endereçado especificamente para Big Data. Além da família 7000, a companhia apresentou a mais de 100 jornalistas de diversas partes do mundo o StoreAll Storage, uma plataforma de alta escala, com capacidade de desduplicação de dados e com um sistema de busca de dados ultra rápido.

Nesta solução estão integradas Express Query, desenvolvido pela própria HP, e IDOL, este último vindo da Autonomy. Assim, como lembrou Scott, o produto tem escala capaz de suportar bilhões de objetos e atingir 16 petabytes de dados. Apenas para exemplificar o que acontece, o executivo afirmou que em uma solução comum, uma busca feita em meio a 500 milhões de arquivos pode durar ate 42 horas, enquanto que, no StoreAll, isso é feito em 1,4 segundos, ou seja, 100 mil vezes mais rápido. “Demonstrando a velocidade de análise”, pontuou Scott.

Eles explicaram que a tecnologia IDOL foi desenhada para entender a informação humana, com áudio e vídeo, inclusive. Assim, é possível correlacionar os dados, como se a informação falasse com você. Para Kinsey, outra vantagem desse produto, por conta de todo o aparato tecnológico embutido, é a capacidade para lidar, também, com dados não-estruturados, uma eterna dor de cabeça para as companhias de forma geral.

“A arquitetura legada dos nossos competidores foi desenvolvida há 25 anos e está caindo por conta dessas novas tendências. Mesmo para o trabalho atual, da complexidade do storage fragmentado, já não atende, imagina no futuro”, completou Scott. “Muita da decisão pode ser tomada com base no uso de dados não-estruturados, mas perceberam que é preciso uma organização e estamos usando Autonomy para isso. Acreditamos nessa solução para muitas verticais e isso porque resolvemos um problema técnico: usar analytics sem gastar tanto dinheiro.”

*O jornalista viajou a Frankfurt a convite da HP

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