Hobbies podem ajudar na produtividade do trabalhador brasileiro

Aulas de teatro, dança, fotografia e a prática de esportes podem agregar nas habilidades corporativas

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12:00 pm - 29 de fevereiro de 2020

Dançar, atuar, correr, jogar futebol, ler, cozinhar, andar de skate, tirar fotos e, até mesmo, fazer trabalhos voluntários são alguns dos diversos hobbies que os brasileiros costumam ter.

Apesar destas atividades normalmente serem feitas longe de um escritório, podem, mesmo assim, influenciar positivamente nas habilidades profissionais dos colaboradores, como aumentar a resiliência, criatividade e estratégia dentro da companhia.

O assunto se torna ainda relevante diante de um cenário em que o crescimento da produtividade no mercado de trabalho brasileiro é baixo, sendo de apenas 1%, entre 1995 a 2018, como aponta um estudo realizado no ano passado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O especialista em desenvolvimento profissional e CEO da Passadori Comunicação, Liderança e Negociação, Reinaldo Passadori, explica como as atividades externas podem agregar nos resultados.

“Um colaborador que faz teatro ou outros hobbies artísticos, por exemplo, desenvolve um poder de memória e persuasão maior. Já aquele que pratica esportes consegue desenvolver competências de liderança, negociação, agilidade e estratégia na tomada de decisões, justamente porque são características exercitadas durante a prática de atividades físicas, de descontração e de fácil absorção. Todos esses e diversos outros conhecimentos refletem positivamente na carreira”, conta.

A bagagem de experiência com os hobbies pode ajudar não apenas na produtividade do colaborador, mas, também, na postura e gestão de um líder, levando em consideração que este perfil de gestor está se tornando disruptivo, como aponta a pesquisa elaborada pela empresa global de consultoria organizacional, Korn Ferry, divulgada em 2019.

A pesquisa mostrou que 82% dos investidores, no Brasil, acreditam que, nos próximos três anos, a própria liderança sentirá a necessidade de buscar uma transformação para o bom desempenho dentro da organização.

O especialista destaca que as atividades de lazer podem agregar para quem está em busca de oportunidade no mercado de trabalho.

“É importante desenvolver suas habilidades externas no currículo com muita clareza e, também, durante a entrevista de emprego, para isso é necessário que o profissional saiba relacionar e explicar como as características do seu hobby podem, de fato, ser boas para aquela determinada vaga em aberto. Dar exemplos pode ajudar o recrutador a entender melhor sobre como esse diferencial nas horas livres pode ser positivo para o dia a dia da empresa”, ressalta.

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