“Há muito valor em commodity”, acredita Ingram Micro

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9:00 am - 18 de março de 2014

O movimento do mercado de tecnologia da informação como um todo é claro em direção a soluções de valor, em detrimento ao puro e simples “box mover”. Com dois terços de sua receita vindo da área de volume, a Ingram Micro reconhece que a busca por valor é uma necessidade, mas não vê chances de essa vertente suplantar a revenda pura e simples. 

“Há muito valor no negócio de commodity. Se bem gerenciado, é muito rentável”, explicou Diego Utge, diretor de vendas de volume e mercados consumidor, em entrevista coletiva concedida recentemente. 

Nos últimos tempos, a Ingram Micro fechou parceria com Apple, Samsung e Microsoft, este último para distribuição do videogame Xbox, o que gerou um forte impulso em sua área de volume. 
Com as duas principais marcas da mobilidade e um dos mais famosos console de jogos, nada mais natural do que a revenda se fortalecer entre as ofertas. “Para nós, um serviço bem gerenciado de volume é de grande valor”, afirmou Utge, brincando com as palavras.
De qualquer forma, lá vem o valor
Mas, com o anúncio da entrada no mercado de automação comercial, feita na mesma coletiva de imprensa, há também a entrada de parceiros de valor agregado em sua base de fabricantes. 
Em um primeiro momento, já foram anunciados Datalogic, Epson, Psion, Star e Toshiba. Cinco outras marcas serão apresentadas em breve e, com elas, mais ofertas de valor. 
Além disso, a companhia comemora a chegada de novos nomes ao ecossistema. No caso de canais, estão sendo recredenciados antigos parceiros IBM, que tinham cortado relações com a empresa após os problemas enfrentados nos últimos anos. 
No caso de fabricantes, Kaspersky, Emerson Networks (de forma exclusiva) também dão entrada no portfólio. “Inverter a proporção, de 75% valor e 25% volume [na participação], é impossível, a não ser que deixemos de crescer. Mas certamente avançaremos mais em valor do que volume neste ano”, explicou o presidente da companhia no Brasil, Domique Deklerck. A expectativa é que as proporções passem para 60% e 40%. 
 Além disso, as operações com a BrightPoint, uma das maiores distribuidoras de mobilidade adquirida no ano passado pela Ingram Micro, deve aquecer ainda mais a presença da companhia neste campo, mas, desta vez, não somente com a revenda de produtos, mas com outros serviços de mobilidade agregados à oferta.
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