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Grandes empresas no Brasil ainda não adotam TCO para compra de software

A metodologia que calcula o Custo Total de Propriedade (TCO) para softwares ainda é pouco utilizada pelas empresas de grande porte no Brasil na hora de contratar sistemas para gestão Fiscal e Tributária, concluiu um estudo conduzido pela multinacional de soluções em tecnologia Thomson Reuters. O mapeamento qualitativo contou com 12 grandes empresas brasileiras dos segmentos de Serviços, Varejo, Farmacêutico, Automotivo, Tecnologia, Gráfico, Hospitalar e de Produtos de Limpeza. Todos os entrevistados consultados, segundo o levantamento, têm poder de decisão no processo de aquisição de softwares de gestão, das áreas de TI e Fiscal/Tributário, e atuam em empresas de grande porte (com faturamento anual superior a R$ 300 milhões em 2018).

A metodologia TCO considera, além dos custos direto de aquisição, todos os custos indiretos, como os processos de operação, implantação, instalação, atualização, manutenção e, em alguns casos, até a depreciação dos equipamentos (hardware, por exemplo).

De acordo com o estudo, apenas dois dos entrevistados – que estão entre os de maior faturamento que participaram do levantamento – afirmaram utilizar as metodologias de Custo Total de Propriedade para avaliar a aquisição de sistemas de gestão fiscal e tributária. Ambas afirmam que as soluções em nuvem são melhores do que os softwares on-premise (instalados no servidor interno da companhia), usados por elas anteriormente. Segundo eles, entre os principais benefícios do modelo na nuvem destacam-se a redução de custos com infraestrutura, a facilidade de acesso e as atualizações mais rápidas.

“Alguns dos critérios mais importantes para a escolha final são os benefícios (tangíveis e intangíveis) que o sistema pode trazer para a organização, assim como o cumprimento de todos os requisitos necessários para a gestão fiscal e tributária. No entanto, o cálculo do TCO é fundamental para auxiliar neste processo, mostrando entre as opções finalistas, qual trará maior produtividade para a companhia”, afirma Marcos Bregantim, Diretor de Produtos para Corporações da Thomson Reuters no Brasil.

O levantamento também mostrou que o principal desafio do segmento – e que motiva o investimento em soluções de tecnologia – é lidar com a modernização do Fisco, que cada vez mais tem usado de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial e o Big Data para cumprir com suas obrigações. E também as atualizações regulatórias na esfera municipal, as substituições fiscais nos diferentes estados da federação, alterações nas entregas de Imposto de Renda e a Lei Geral de Proteção de Dados, que entra em vigor em agosto de 2020, como fatores que motivam novos investimentos em softwares para a gestão fiscal e tributária.

Entre os principais desafios vivenciados pelos entrevistados no dia a dia, destaca-se o oneroso processo de atualização do sistema. Leva-se entre dois e três dias de trabalho para atualizar a solução, envolvendo as equipes de TI e Fiscal/Tributário – em alguns casos, até mesmo uma consultoria é contratada para desenvolver esse trabalho. Por conta disso, muitas empresas preferem não aplicar todas as atualizações disponíveis, aguardando a chegada de mudanças maiores.

“Foi pensando nessas necessidades do mercado que recentemente lançamos ONESOURCE Tax One, nossa primeira solução para gestão fiscal disponível na nuvem. Por estar na nuvem, a solução reduz custos com estrutura interna de TI e manutenção geral, conta com padrões de segurança global nos servidores, permite atualizações de sistema mais rápidas, e está baseada em um modelo de assinatura periódica, em vez da aquisição do sistema. Tudo isso resulta em uma redução no TCO e traz benefícios imediatos não só de custos, mas também de produtividade e precisão para as corporações”, explica Bregantim.

 

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