Governo paulista quer economizar com e-procurement

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11:24 pm - 23 de maio de 2011

O coordenador de controle interno da Secretaria de Estado dos Negócios da Fazenda, Walter Soboll, apresentou o projeto durante o evento E-procurement, realizado em São Paulo pelo IBC – International Business Communications.

Soboll afirma que a idéia é acabar com os atrasos de pagamentos provocados pelos trâmites burocráticos. “Queremos atrair fornecedores que normalmente recusam-se a trabalhar com o governo devido à ineficiência da máquina do Estado nos pagamentos”, diz.

O pregão eletrônico da BEC será supervisionado pela Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). “Queremos transparência e visibilidade nas negociações que serão realizadas com o Estado”, diz Soboll, que aposta na negociação pública de preços e não no balcão.

“Hoje (sem o e-procurement), só se sabe quanto foi pago e se o preço está dentro do praticável, mas não é possível identificar como foi negociado e se o preço poderia ter sido melhor, por exemplo”, diz Soboll, que planeja a realização de leilões reversos, no quais o governo define um preço máximo e as empresas fornecedoras fazem suas ofertas.

O BEC vai começar a funcionar com compras de material de escritório, limpeza, higiene e suprimentos de informática. “Nós não temos uma meta de economia mas, a julgar pelo caso da Sabesp, que já utiliza e-procurement, a redução de gastos chegou a 12%”, afirma.

Só no ano passado foram gastos, tanto pela administração direta como pela indireta do governo do Estado de São Paulo, um total de R$ 2,96 bilhões em compras. “Se a economia for de 10%, já será da ordem de R$ 300 milhões do meu e do seu bolso”, calcula Soboll.

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