Google diz que consumidores com smartphones gastam mais

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4:37 pm - 14 de maio de 2013

O Google, que vem investindo pesado em smartphones, links patrocinados e comércio móvel, acaba de publicar um estudo que sugere que varejistas têm bons motivos para adotar smartphones, links patrocinados e comércio móvel.

O estudo, conduzido com assistência da M.A.R.C Research e o Google Shopper Council, aponta que 79% dos usuários de smartphones utilizam os aparelhos para fazer compras e, 84% daqueles que o fazem, usam o smartphone em lojas de varejo.

Quando os consumidores avaliam produtos em lojas físicas usando o smartphone para comparar preços com as lojas online, é chamado de “showrooming”. Uma prática que os varejistas não gostam porque tende a ser difícil competir com os preços de lojas como a Amazon.com. A Placed, uma empresa de análises de mobilidade, realizou uma pesquisa em Janeiro que reafirmou a ameaça representada pelo “showrooming” aos varejistas tradicionais. Para enfatizar o ponto, um estudo mostrou que a Best Buy e a Target, em um esforço para restringir o “showrooming”, colocou em vigor políticas para bater os preços da Amazon.

Um recente estudo relacionado, conduzido pela Gartner, sugere que menos de 10% dos consumidores acabam comprando em uma loja física depois da avaliação. Com consumidores como esses, quem precisa de inimigos?

Bem, o Google quer que os varejistas acreditem que consumidores armados com um smartphone não são tão ruins assim. Na verdade, a pesquisa realizada pela empresa sugere que esses são os mais “gastões”.

“Comparamos as compras em lojas físicas entre usuários moderados e usuários assíduos de smartphones e descobrimos que os carrinhos dos usuários assíduos estão entre 25% e 50% mais cheios”, disse Adam Grunewald, diretor de marketing de propaganda móvel do Google, em um post. “Por exemplo, enquanto o usuário moderado de smartphone gasta US$ 250 em cada compra, o usuário assíduo chega a gastar US$ 350”.

O Google argumenta que persuadir consumidores usuários de smartphones requer forte presença online, idealmente no índice de busca do Google. O estudo da empresa indica que 82% dos consumidores dependem de buscas móveis para ajudar nas decisões de compra, o que é mais do que os 62% que recorrem aos sites das lojas ou os 50% que recorrem aos sites das marcas.

Allen Weiner, VP de pesquisa da Gartner, sugeriu, em um post em seu blog, no começo desde ano, que os varejistas poderiam combater o “showrooming” contratando pessoas que são apaixonadas pelos produtos que vendem.

Porém, esta pode não ser a resposta. O estudo Google sugere que contratar menos pessoas ou manter os funcionários escondidos sejam formas mais eficientes de fazer negócio com esses consumidores. Grunewald observou que 1/3 dos consumidores usuários de smartphones “prefere encontrar informações usando o smartphone a perguntar a um vendedor da loja”.

E a porcentagem de consumidores que dispensam vendedores chega a quase 50% quando se trata de produtos eletrônicos.

Se os smartphones tornam os consumidores antissociais ou se dão conselhos melhores do que os pobres vendedores treinados, os varejistas devem se adaptar. “Está claro que os smartphones estão mudando a experiência de compra, e que ganhar os momentos de decisões críticas nas prateleiras físicas significa dominar, também, as prateleiras digitais”, disse Grunewald.

 

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