Gerenciamento do desempenho de aplicativos: Desafios para encontrar o que é bom
A chave para um APM bem-sucedido é ter protocolos adequados para definir decisões orientadas por dados e, em seguida, colocá-las em prática

Aparentemente, o
gerenciamento do desempenho de aplicativos (APM) é definido
simplesmente como o processo de manter a experiência do usuário
aceitável em relação a determinado aplicativo. O principal objetivo é
continuar mantendo a integridade e o bom funcionamento dos
aplicativos. A confusão acontece quando você considera todas as
interdependências e nuances do que constitui um aplicativo e tenta
definir o que realmente é “bom o suficiente”.
APM: A síntese do debate natureza versus cultura
Neste caso,
“cultura” é o ambiente que consiste na infraestrutura e nos serviços de
rede, bem como nos serviços de aplicativos compostos. Por outro lado,
“natureza” engloba as funções em nível de código, as chamadas de
procedimento e as consultas que formam o DNA do aplicativo.
As
complexidades da natureza e da cultura do aplicativo têm um papel
importante no APM, porque é possível “ampliar a cultura” de um
aplicativo ao criar com inúmeras soluções, plataformas e serviços de
fornecedores.
De modo similar, a natureza do aplicativo pode ser
codificada com uma série de linguagens de programação e serviços de
tempo de execução, chamadas de função e APIs. Independentemente do que é
natureza e do que é cultura, o APM trabalha para manter o desempenho e a
integridade do aplicativo. Com isso, já descartamos a pergunta que não
quer calar: o que é “bom”?
Desafios para encontrar o que é bom para o APM
Cada data center é
único; portanto, o bom desempenho e a boa integridade podem variar de
uma organização para outra, até mesmo dentro do mesmo setor vertical.
Além disso, obter um bom desempenho pode significar a adoção de uma
série de veículos de implantação. Na realidade, de acordo com o Relatório de tendências em TI da SolarWinds para 2017, cada
vez mais empresas estão adotando os serviços de nuvem pública para
complementar os serviços de TI locais, o que resulta em um modelo de
implantação de TI híbrida. Isso acrescenta mais níveis de complexidades à
equação do APM, visto que a condição de “bom” agora depende dos outros
provedores de serviço.
Além disso,
dificilmente há uma explicação clara sobre o APM no discurso de
marketing do fornecedor, que destaca os recursos em vez dos problemas
que as soluções resolvem. Isso cria mais trabalho ao nomear e
criar construções de tecnologia semelhantes como algo diferente,
forçando os profissionais de TI a normalizar os serviços e as
tecnologias de vários fornecedores e provedores de serviços de nuvem.
Quem tem tempo para isso? Ainda assim, isso tem que ser feito para
garantir que a melhor solução seja escolhida para o aplicativo.
Complicar ainda
mais a natureza do APM é outro desafio. Em TI, otimizar para tudo
significa que você está se otimizando em vão. Trata-se da natureza dos
aplicativos de TI, que são desenvolvidos para solicitar recursos ou
serviços para realizar o trabalho. Os aplicativos não se importam com a
quantidade de recursos ou serviços necessários, desde que o trabalho
seja feito. Considere o quanto as empresas exigem para gerir seus
negócios, e a equação do APM se transforma em uma equação diferencial
multivariável com uma solução que, em si, já é uma equação. Como as
organizações de TI conseguem o sucesso do APM em meio a todas as
mudanças de variáveis?

Sucesso do APM
A chave para um
APM bem-sucedido é ter protocolos adequados para definir decisões
orientadas por dados e, em seguida, colocá-las em prática. Esses
protocolos incluem monitoramento com disciplina para determinar as
linhas de base operacionais do ecossistema do aplicativo, relatório de
tendências para detectar anomalias e desempenho abaixo do esperado e
rastreamento de código para ajudar a garantir que a Qualidade do Serviço
(QoS) seja sempre atendida sem que os profissionais de TI tenham de
pagar mais por tempo e recursos ao otimizar o código do aplicativo. As
equações diferenciais podem ser um processo de engenharia importante,
mas não deixe que essa seja a base de sua estratégia de APM. Os
profissionais de TI não têm tempo nem recursos para resolver equações
complexas além de tudo o que eles têm que integrar e fornecer
continuamente.
Conclusão
Independentemente
de como o APM é definido pelos especialistas, analistas, fornecedores e
até mesmo profissionais de TI, o objetivo principal é que o aplicativo
funcione perfeitamente. Quando essas condições são atendidas, é quase
certo que as expectativas do usuário final sejam atendidas.
(*) Kong Yang é Head Geek da SolarWinds
