Gastos e investimentos com TI chegaram a 7,6% em 2014

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10:15 am - 17 de abril de 2015
Os gastos e investimentos com TI em 2014 chegaram aos 7,6% – crescimento bem tímido ante aos 7,5% do ano passado, de acordo com os resultados da 26ª Pesquisa Anual de Uso da TI nas Empresas, realizada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da FGV-EAESP (CIA) e divulgada nessa quinta-feira (16/4). O valor é referente ao faturamento líquido de médias e grandes empresas brasileiras.

Apesar dos número pessimista, o pequeno aumento é visto com otimismo pelo professor Fernando S. Meirelles, responsável pela pesquisa. Afinal, é um crescimento razoável se considerado o cenário econômico atual do País, que é de retração, segundo o especialista.

Alguns segmentos de mercado como bancos e serviços, no entanto, registraram um valor em gastos e investimentos acima da média, com 13,8% e 10,8% respectivamente. Já o setor de varejo continua atrás, com cerca de 3% dos gastos e investimentos em TI. 

Meirelles estima, ainda, que os valores tendem a aumentar no próximo ano, mas a previsão da média de crescimento permanecerá na casa dos 8% ao ano. 

O levantamento também apontou que o custo anual médio por usuário com TI atingiu R$ 29,1 mil, R$ 2,6 mil a mais que o mesmo período no ano passado.

Já o chamado Custo Anual por Teclado (CAPT) totalizou R$ 24,6 mil. Sendo que, mais uma vez, os bancos ultrapassaram essa média investindo praticamente o dobro (R$ 54 mil), e o setor de serviços também ficou por cima, investindo R$ 28,4 mil. Já o comércio gastou R$ 14,6 mil.

Outro fato destacado pela pesquisa foi com relação ao tempo que um investimento leva para surtir o efeito desejado. Segundo Meirelles, para cada 1% a mais no gasto e investimento em TI feito pela empresa, será colhido lucro de 7% em um período de 2 anos após a implantação das soluções. “E isso independe do ramo de atuação da empresa. Essa é uma tendência que acontece em todas as indústrias de capital aberto do Brasil”, afirma o professor. “Quanto mais as empresas gastam e investem em TI, mais elas lucram. Isso é fato.”

Venda de PCS
Um dado destacado por Meirelles foi a venda de computadores que, pela primeira vez em 30 anos, apresentou queda de 10,48% com relação ao ano anterior, o que representa a venda de 20,4 milhões de máquinas. Para 2015, a FGV estima que a venda chegue a 22 milhões, sendo que mais da metade dos dispositivos serão tablets.

Segundo o professor, a queda nas vendas de computadores se deve ao fato de que a vida útil dos equipamentos está se estendendo, visto que atualmente demora-se mais tempo para trocar de máquina. “Esse cenário vai mudar somente quando houver uma ruptura que nos obrigará a adquirir novos processadores”, afirmou.

ERP + Inteligência Analítica
O ranking dos sistemas integrados de gestão mais utilizados é composto pela TOTVS, em primeiro lugar, com 36% do total de empresas, seguido pela SAP (30%), Oracle (16%) e Infor, que integra novamente a lista, com 5%. 

Meirelles destaca que a porcentagem média da TOTVS, por exemplo, aumenta na mesma proporção que as máquinas das empresas diminuem. Ou seja, a sua penetração chega a ser de 51% em empresas com até 170 funcionários, e de 20% em empresas com mais de 700 colaboradores. Já a SAP acontece o inverso: quanto maior a empresa, maior a penetração, sendo 51% a adoção de soluções em grandes corporações e 10% em companhias menores.

Já no quesito Inteligência Analítica (que engloba BI, CRM, entre outras) a SAP sai na frente, respondendo por 26% da média de uso nas empresas, seguida pela Oracle (21%), TOTVS (16%), além do MS Dynamics e a IBM empatados em 5º lugar, com 10%. Na 6ª posição aparece pela primeira vez no ranking o QlikView, com 6%.

A 26ª Pesquisa Anual de Uso da TI nas Empresas contou com 2340 respostas válidas dentre as 6 mil empresas pesquisadas, sendo 68% delas representantes das 500 maiores empresas do Brasil.

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